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Moraes cita deputado Filipe Barros em inquérito de Eduardo Bolsonaro

Apesar da inclusão da petição contra Filipe Barros no inquérito contra Eduardo Bolsonaro, isso não torna o parlamentar automaticamente investigado.

26/7/2025
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu, em decisão de quinta-feira (24), denúncia contra o deputado Filipe Barros (PL-PR) em inquérito do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposto crime contra soberania nacional. O parlamentar, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, é acusado de ter articulado nos Estados Unidos contra o país. 

Apesar de existir um pedido de abertura de inquérito contra o parlamentar paranaense, Alexandre de Moraes incluiu a petição na ação contra Eduardo Bolsonaro, mas não decidiu se Filipe Barros se tornará réu ou não no processo. A assessoria da Corte esclareceu que juntar uma notícia a um inquérito não necessariamente torna o parlamentar automaticamente investigado. 

A petição apresentada a Corte aponta que, em maio de 2025, o deputado federal Filipe Barros participou de viagem aos Estados Unidos ao lado de Eduardo Bolsonaro, à época licenciado do cargo. Ambos encontraram na ocasião o congressista americano Cory Mills, presidente do Subcomitê de Inteligência e Segurança Nacional da Câmara dos EUA.

Filipe Barros.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

Conforme a notícia o objetivo do encontro era discutir sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, sob justificativa de "censura generalizada" no país. A petição também cita participação de Filipe Barros em reunião com representantes da empresa Space X, controlada por Elon Musk. As companhias controladas pelo bilionário sul-africano sofreram congelamento de US$ 3,32 milhões das contas de Starlink e X (antigo Twitter) por descumprimento de ordens judiciais brasileiras. 

"As ações do Deputado Filipe Barros, em conjunto com Eduardo Bolsonaro, incluíram articulações para pressionar o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a aplicar sanções contra o Ministro Alexandre de Moraes, possivelmente sob o amparo da Lei Magnitsky, que prevê punições a indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou corrupção", afirma o autor da petição. 

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