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"Processo penal é prova, não disputa política", diz Barroso

Presidente do STF afirmou aguardar o desfecho do julgamento da trama golpista para se pronunciar.

8/9/2025
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Após ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante as manifestações do 7 de setembro, nesta segunda-feira (8), o presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, ressaltou que as decisões são embasadas em provas e "não disputa política ou ideológica". À coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, Barroso deixou claro que aguarda o desfecho do julgamento da trama golpista para se pronunciar em nome do Supremo.

"Não gosto de ser comentarista do fato político do dia e estou aguardando o julgamento para me pronunciar em nome do Supremo Tribunal Federal. A hora para fazê-lo é após o exame da acusação, da defesa e apresentação das provas, para se saber quem é inocente e quem é culpado. Processo penal é prova, não disputa política ou ideológica."

"Na vida, não adianta querer quebrar o espelho por não gostar da imagem", afirmou o presidente do STF.Luiz Silveira/Agência CNJ

"Tendo vivido e combatido a ditadura, nela é que não havia devido processo legal público e transparente, acompanhado pela imprensa e pela sociedade em geral. Era um mundo de sombras. Hoje, tudo tem sido feito à luz do dia", defendeu Barroso. "O julgamento é um reflexo da realidade. Na vida, não adianta querer quebrar o espelho por não gostar da imagem."

Discurso inflamado

Em ato bolsonarista na avenida Paulista, em São Paulo, o governador do estado, Tarcísio de Freitas, criticou o julgamento do 8 de janeiro. "Temos o julgamento de um crime que não existiu", disse. "Não vamos aceitar a ditadura de um poder sobre o outro. Não vamos aceitar que nenhum ditador diga o que temos que fazer. Ninguém aguenta mais tirania de um ministro como Moraes."

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