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Temer diz que não foi preso pela Lava Jato, mas "sequestrado"

Em entrevista ao Roda Viva, ex-presidente critica atuação da Justiça e diz querer ser lembrado como "reformista".

16/9/2025
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O ex-presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (15), no programa Roda Viva, da TV Cultura, que sua prisão preventiva em 2019, no âmbito da Lava Jato, foi um "sequestro".

"Eu não fui preso, fui sequestrado. Prisão ocorre quando há indiciamento pela Polícia Federal, denúncia do Ministério Público e aceitação pelo Judiciário. No meu caso, não houve nada disso", declarou.

Temer foi detido em 21 de março de 2019, em São Paulo, por ordem do então juiz federal Marcelo Bretas, na Operação Descontaminação, que investigava suspeitas de corrupção ligadas às obras da usina nuclear de Angra 3. O emedebista deixou a prisão quatro dias depois, por decisão em habeas corpus.

Questionado se se sente "injustiçado" por críticas ao seu governo e por acusações de ter conspirado contra a ex-presidente Dilma Rousseff, de quem era vice, Temer respondeu: "oposição é assim mesmo". Disse ainda: "Fora a posição daqueles que tentaram me derrubar do governo e não conseguiram, eu passei a faixa".

O ex-presidente disse ainda que deseja ser lembrado como um "reformista". "Fiz reformas fundamentais para o país, com muita franqueza e, deixando a modéstia de lado, considero esse um legado importante", afirmou.

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