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Indicação de Eduardo Bolsonaro para liderança da Minoria é incerta

Renúncia de Caroline de Toni abre caminho para Eduardo; deputados do PT e do Psol anunciaram ações judiciais e abaixo-assinado.

18/9/2025
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A nomeação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a liderança da Minoria na Câmara dos Deputados permanece em aberto. Na terça-feira (16), a deputada Caroline de Toni (PL-SC) comunicou sua renúncia ao cargo, visando favorecer a indicação de Eduardo Bolsonaro.

A oposição manifesta a expectativa de que Eduardo Bolsonaro, atualmente residente nos Estados Unidos, não venha a perder seu mandato devido a possíveis ausências nas sessões plenárias. Questionado sobre o tema durante a sessão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que não poderia tomar medidas baseadas em meras especulações, ressaltando que a escolha dos líderes é prerrogativa das bancadas, e não da presidência. "É claro que se trata de um caso atípico. Nós vamos fazer uma análise", complementou.

Deputados do PT e Psol anunciam abaixo-assinado e ação na PGR contra a indicação de Eduardo Bolsonaro.Mario Agra/Câmara dos Deputados

Caroline de Toni justificou sua decisão afirmando que "tomamos esta decisão convictos de que o Brasil precisa de união e coragem, especialmente diante das perseguições políticas que tanto Eduardo e seu pai, Jair Messias Bolsonaro, estão sofrendo, além de tantas outras pessoas como as que participaram dos atos de 8 de janeiro". Ela também enalteceu o desempenho de Eduardo Bolsonaro como parlamentar, destacando seu compromisso com a nação e a defesa das liberdades individuais.

O líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), reafirmou sua competência para indicar a liderança da Minoria, declarando que, "ademais da crítica de algumas pessoas, nós do PL reconhecemos o brilhante trabalho que o nosso deputado Eduardo Bolsonaro tem feito naquele país, e de lá, baseado na resolução da Mesa Diretora da Câmara, nós o nomearemos a partir de agora como o líder".

Em contrapartida, deputados do PT e do Psol anunciaram, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (17), que solicitarão à Procuradoria-Geral da República que acione a Justiça para anular a referida indicação. Adicionalmente, os parlamentares pretendem entregar ao presidente Hugo Motta um abaixo-assinado com 400 mil assinaturas, pleiteando a cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro.

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