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Congresso fará sessão conjunta para votar permanência da isenção do IR

Alcolumbre convocou sessão para votar projeto que altera teto de cinco anos para isenções fiscais, viabilizando efeito permanente da isenção do IR.

28/10/2025
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O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou a convocação de sessão conjunta para a manhã de quinta-feira (30) destinada a analisar o projeto de lei do Congresso Nacional 1/2025. A proposta altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025 para permitir que a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução de alíquotas para faixas superiores possam ter validade permanente.

O texto precisa ser votado porque, pelas regras atuais, todo benefício tributário deve ter validade máxima de cinco anos. Essa limitação está prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias vigente, e busca garantir que renúncias fiscais tenham prazo definido, com metas e acompanhamento de resultados. O projeto a ser votado exclui a nova faixa de isenção dessa regra, abrindo espaço para que a reforma do Imposto de Renda seja definitiva.

Projeto já conta com parecer favorável da Comissão Mista de Orçamento.Carlos Moura/Agência Senado

O projeto possui parecer favorável da Comissão Mista de Orçamento, onde foi relatado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO). Segundo a congressista, o texto "traz segurança jurídica ao contribuinte, pois garante a confiabilidade e a previsibilidade de que a eventual alteração na legislação do Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas, seja qual for o desfecho da proposição no parlamento, não será obrigatoriamente rediscutida a cada cinco anos".

A isenção caminha para a conclusão de seus debates no Legislativo. O relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou mais cedo que pretende apresentar seu parecer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) até a próxima semana. Resta formular um acordo com o governo para definir como assegurar a neutralidade fiscal do projeto. Se o texto final não alterar o conteúdo da versão aprovada na Câmara, ele poderá ser encaminhado diretamente à sanção presidencial.

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