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Bancada do PT na Câmara critica operação contra o CV no Rio de Janeiro

Petistas afirmam que ação policial repete modelo de enfrentamento ineficaz e contestam declarações do governador Cláudio Castro.

28/10/2025
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A Bancada do PT na Câmara dos Deputados criticou nesta terça-feira (28) a operação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que deixou 64 mortos, 81 presos e múltiplos bloqueios rodoviários na cidade. Para os parlamentares, a ação representa "a expressão máxima de um modelo falido e irresponsável, que enluta dezenas de famílias".

A operação foi deflagrada na madrugada desta terça-feira contra o Comando Vermelho, com a participação de cerca de 2,5 mil agentes das forças de segurança. Segundo o governo do Estado, foram expedidos 100 mandados de prisão, e quatro policiais morreram nos confrontos. O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, disse que a ofensiva "foi planejada com antecedência e sem apoio federal", e o governador Cláudio Castro afirmou que o Estado "estava sozinho" durante as ações.

Deputados negam que o governo tenha negado ajuda a Claudio Castro. EGBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Folhapress

Os deputados afirmaram que "a política de segurança pública do governador (...), resultou nesta terça-feira na mais letal operação policial da história do Estado". Eles também consideraram "revoltante que o governador comemore uma ação que custou a vida de quatro policiais no próprio dia em que se homenageia o servidor público".

Segundo a bancada, o governo estadual mantém "uma estratégia de guerra, já exaustivamente fracassada, que faz da polícia fluminense uma das que mais mata e mais morre no mundo". Os petistas defenderam "as alternativas modernas e eficazes propostas pelo governo federal, como a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção".

O partido acusou Claudio Castro de utilizar as forças de segurança como instrumento de promoção eleitoral. "Ele admite publicamente usar operações como marketing político, enquanto sob seu comando o Rio é palco das maiores chacinas de sua história", alegam. Eles ainda consideram "uma falsidade grotesca afirmar que o Estado está sozinho", ressaltando que "o governo federal mantém atuação permanente da Força Nacional, da Polícia Federal e da PRF, com resultados expressivos na apreensão de armas e drogas"

Resposta governamental

No Executivo, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, comentou a operação. Em suas redes sociais, ela também defendeu que o resultado da operação expõe a necessidade de normas capazes de integrar as forças de segurança dos diferentes níveis da federação, citando a PEC da Segurança Pública.

"Ficou mais uma vez evidente a necessidade de articulação entre forças de segurança no combate ao crime organizado. E o fortalecimento da Polícia Federal e outras forças federais no planejamento e na execução das ações conjuntas, não apenas fornecendo armas, equipamentos e tropas para operações decididas isoladamente por governos locais", ponderou.

Veja a íntegra da declaração da ministra:

Captura de tela.X/Reprodução

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