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CPI do crime organizado recebe diretor-geral da PF e especialistas

Com plano de trabalho e requerimentos iniciais aprovados, CPI dá início à realização de depoimentos.

16/11/2025
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A CPI do Crime Organizado inicia nesta semana as primeiras audiências públicas desde sua instalação no Senado. Foram convidados o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, autoridades ligadas às áreas de inteligência policial e penal. Também será ouvido o promotor Lincoln Gakiya, reconhecido por sua atuação em investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os depoimentos, marcados para os dias 18 e 19, integram a etapa inicial dos trabalhos da comissão, criada para investigar a estrutura, as operações e as fontes de financiamento de organizações criminosas no país. O relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pretende reunir informações sobre a integração entre o sistema prisional e as forças de segurança.

CPI inicia oitivas ouvindo representantes de órgãos de segurança pública.Andressa Anholete/Agência Senado

"O crime organizado moderno atua em diversas frentes: tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, crimes cibernéticos, contrabando, descaminho e infiltração em setores da economia e do próprio Estado. Nesse contexto, a contribuição das autoridades acima convidadas é imprescindível para que este colegiado possa construir um diagnóstico fidedigno da ameaça e avaliar a eficácia das políticas públicas em vigor", afirmou o relator.

Além das autoridades federais, o colegiado também aprovou convites a pesquisadores e especialistas, entre eles o sociólogo Renato Sérgio de Lima e os professores Joana Monteiro e Leandro Piquet Carneiro, que trarão subsídios sobre a atuação do crime organizado no país.

Reuniões anteriores

A etapa de depoimentos começa após a CPI ter definido, ainda na terça-feira (4), seu plano de trabalho. O colegiado, ao longo dos próximos quatro meses, discutirá a atuação do crime organizado na ocupação territorial; lavagem de dinheiro; sistema prisional; corrupção ativa e passiva em todos os setores e esferas; rotas utilizadas para o transporte de mercadorias; crimes praticados; necessidade de integração entre os órgãos de segurança pública e as Forças Armadas; experiências bem-sucedidas de prevenção e repressão ao crime organizado; e, por fim, orçamento.

Além dos depoimentos dessa semana, a CPI também já aprovou requerimentos com pedidos de informação enviados ao Ministério da Justiça e convites a representantes de organizações da sociedade civil com atuação em pesquisa e enfrentamento ao crime organizado, bem como jornalistas investigativos especializados no tema.

O objetivo do relator é, com os trabalhos da comissão, compilar e sistematizar o conhecimento acumulado por diferentes autoridades e instituições brasileiras, bem como todas as informações e dados de segurança pública, que, segundo Vieira, ainda carecem de integração eficaz.

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