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Ministério da Justiça
Congresso em Foco
6/1/2026 | Atualizado às 20:53
A possível saída antecipada do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva abriu uma disputa silenciosa em torno de uma das pastas mais estratégicas da Esplanada.
Responsável pela política de segurança pública, pela Polícia Federal, pelo sistema penitenciário e pela interlocução direta com o Judiciário, o ministério exige um perfil capaz de combinar densidade jurídica, autoridade política e capacidade de gestão.
Nesse contexto, ao menos cinco nomes circulam com mais força nos bastidores: Tarso Genro, Andrei Rodrigues, Vinicius Marques de Carvalho, Marcos Aurélio de Carvalho e Manoel Carlos de Almeida Neto.
Tarso Genro
Advogado formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Tarso Genro reúne experiência política e trajetória jurídica que o colocam como um dos nomes mais robustos para reassumir o Ministério da Justiça. Ele já ocupou o cargo entre 2007 e 2010, no segundo mandato de Lula, período em que lidou diretamente com temas como segurança pública, direitos humanos, sistema prisional e cooperação federativa.
Além da passagem pela Justiça, Tarso foi ministro da Educação e das Relações Institucionais, prefeito de Porto Alegre e governador do Rio Grande do Sul. Intelectual orgânico do PT, tem produção acadêmica e atuação política voltadas ao debate democrático e ao papel do Estado na garantia de direitos.
Nos bastidores do governo, sua eventual nomeação é vista como um movimento de peso político e simbólico: traria de volta um quadro experiente, com trânsito no Judiciário e no Congresso, capaz de assumir o ministério em um momento de tensão institucional sem necessidade de período de adaptação.
Andrei Rodrigues
Delegado da Polícia Federal e bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Andrei Rodrigues construiu sua carreira dentro do aparato estatal de segurança e investigação. Atual diretor-geral da PF, ele foi indicado ao cargo no início do terceiro governo Lula e se tornou peça central na condução de investigações sensíveis, especialmente aquelas relacionadas a ataques à democracia e ao Estado de Direito.
Antes de comandar a PF, Andrei ocupou cargos estratégicos na corporação e atuou como secretário-executivo do Ministério da Justiça durante a transição de governo, o que lhe garantiu conhecimento direto da máquina administrativa da pasta. Seu perfil é técnico, com pouca exposição política, mas forte respaldo institucional.
Caso seja escolhido, sua nomeação sinalizaria uma aposta na profissionalização da segurança pública e no fortalecimento das instituições policiais federais, mantendo a linha de autonomia investigativa e cooperação com o Judiciário.
Vinicius Marques de Carvalho
Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), é nascido em São Paulo/SP, graduado em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), Vinícius Marques de Carvalho, 46 anos, é Doutor em Direito Comercial pela USP e em Direito Comparado pela Université de Paris 1 Pantheon-Sorbonne, onde foi professor-visitante. Desde 2014, é professor da USP.
Presidiu o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) de 2012 a 2016.
Também ocupou os cargos de Secretário de Direito Econômico, Conselheiro do CADE e chefe de gabinete da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, entre outras funções. Pertenceu à carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental.
Marcos Aurélio de Carvalho
Formado em Direito pela Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Marcos Aurélio de Carvalho é advogado criminalista e coordenador do Grupo Prerrogativas, coletivo que reúne juristas, advogados e acadêmicos com atuação pública em defesa das garantias constitucionais e do Estado Democrático de Direito.
Tornou-se figura frequente no debate político-jurídico nos últimos anos, especialmente durante o período de embates institucionais envolvendo o sistema de Justiça.Embora não tenha ocupado cargos executivos no Ministério da Justiça, Marcos Aurélio mantém interlocução constante com ministros do Supremo Tribunal Federal, parlamentares e integrantes do governo Lula. Sua proximidade política com o presidente e sua atuação pública lhe conferem influência nos debates sobre justiça, legalidade e limites da atuação estatal.
Uma eventual escolha representaria uma opção claramente política e simbólica, reforçando o discurso do governo em defesa das instituições e da legalidade democrática, ainda que seu nome desperte resistência em setores que preferem perfis mais técnicos.
Manoel Carlos de Almeida Neto
Com mais de duas décadas de atuação na área jurídica, Manoel Carlos de Almeida Neto construiu carreira tanto na administração pública quanto na academia. É doutor e pós-doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Direito Público pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Ao longo de cerca de 25 anos, manteve vínculo com o ensino jurídico, tendo atuado como professor convidado da USP entre 2012 e 2020.
No serviço público, acumulou funções de relevo. Foi procurador-geral municipal e ocupou cargos estratégicos no Judiciário, como secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). A combinação entre formação acadêmica sólida e experiência administrativa o levou à Secretaria-Executiva do Ministério da Justiça e Segurança Pública, onde hoje é o principal gestor da pasta.
Esse percurso faz de Manoel Carlos um nome associado à estabilidade institucional e ao conhecimento aprofundado do funcionamento interno do Estado, características vistas como trunfos em um eventual processo de sucessão no comando do ministério.
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