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BRB nega que teve bens bloqueados na Operação Compliance Zero

A Justiça decretou o afastamento temporário do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

19/11/2025
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O Banco de Brasília (BRB) negou as alegações de que seria alvo de bloqueio de bens na Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Em nota oficial divulgada na noite da última terça-feira (18), a instituição financeira esclareceu que a Justiça Federal informou que a decisão que determinou o bloqueio de R$ 12,2 bilhões não incide sobre as finanças do banco, restringindo-se a pessoas físicas e outras empresas sob investigação.

De acordo com o BRB, a 10ª Vara Federal de Brasília procedeu com a retificação de decisão anterior, excluindo formalmente a instituição financeira das medidas de constrição patrimonial relacionadas à referida operação. A nova decisão explicita que o bloqueio não se aplica ao BRB.

"Retifico a decisão para excluir o Banco Regional de Brasília das medidas de constrição patrimonial referentes ao bloqueio do montante total de R$ 12,2 bilhões de suas contas, uma vez que a eventual responsabilidade de seus dirigentes (pessoas físicas) não se confunde com a da pessoa jurídica, a qual figura como instituição financeira."

Nova decisão explicita que o bloqueio não se aplica ao BRB.Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O BRB reiterou que nenhum bem ou valor pertencente à instituição foi objeto de bloqueio. De acordo com o banco, as medidas determinadas pela Justiça alcançam exclusivamente pessoas físicas investigadas e outras instituições mencionadas nos autos do processo.

A Justiça decretou o afastamento temporário do presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dario Oswaldo Garcia Júnior.

Leia a íntegra da nota:

"O BRB reforça que sempre atuou em conformidade com as normas de compliance e transparência, prestando regularmente informações ao Ministério Público Federal e ao Banco Central do Brasil sobre todas as operações relacionadas ao Banco Master.
O Banco informa, ainda, que nenhuma prisão foi realizada na manhã desta terça-feira (19). A decisão judicial que orienta a atuação da Polícia Federal nas dependências do Banco determina, exclusivamente, o afastamento temporário do presidente e do diretor financeiro pelo prazo de 60 dias.
A Instituição reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade e a integridade na condução de suas atividades. O Banco segue operando normalmente, garantindo a continuidade integral dos serviços e preservando a segurança das operações, dos clientes, dos parceiros e de toda a sua estrutura operacional."

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