A defesa de Jair Bolsonaro encaminhou ao STF novo pedido para que o ex-presidente cumpra pena de 27 anos e três meses em prisão domiciliar devido à condição de "precariedade e delicadeza" de sua saúde. O requerimento, enviado na terça-feira (9), também solicita saída temporária para a realização de dois procedimentos cirúrgicos.
"Os fatos e documentos médicos que se seguiram ao pedido, inclusive a piora de seu quadro e a necessidade de intervenção cirúrgica ora apresentada, evidenciaram ainda mais a precariedade e delicadeza do estado de saúde do Peticionante."
No documento, a defesa reitera que a tentativa de rompimento da tornozeleira foi "um ato isolado decorrente de quadro de confusão mental provocado pela interação indevida de medicações prescritas".
A concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Fernando Collor é utilizada como argumento para corroborar com o pedido. Segundo a petição, Collor passou 36 horas com a tornozeleira desligada e ainda foi autorizado a cumprir pena em casa.
Procedimentos cirúrgicos
Conforme a defesa, o ex-presidente deve passar por duas cirurgias, as quais necessitam de internação de cinco a sete dias. Em virtude dos soluços persistentes, Bolsonaro passará por um bloqueio anestésico nervoso, como forma de impedir desconforto.
O outro procedimento tratará de uma hernia que tem causado dores. Segundo o requerimento, o quadro é potencializado pelas crises de soluço. "Todos os novos documentos médicos que recentemente aportaram aos autos revelam significativa piora do quadro de saúde do Peticionário, que antes já demandava atenção."
Ação Penal: AP 2.668