O deputado Osmar Terra (PL-RS), único membro do PL que votou de forma ao projeto de lei de revisão das penas dos condenados por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro de 2023 (2.162/2023, conhecido como PL da Dosimetria), explicou em suas redes sociais nesta quarta (10) os motivos de sua recusa em apoiar a proposta.
O congressista, que foi ministro da Cidadania no governo Bolsonaro, afirmou que votaria somente no projeto se mantivesse o teor do texto original, apresentado pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que previa uma anistia total a todos os presos. O relatório de Paulinho da Força (Solidariedade-SP), por alterar apenas os critérios de cálculo da pena, não anula as condenações contra o ex-presidente e demais réus da ação penal do golpe.
"Na verdade vai ser um projeto para mantê-los, principalmente o Bolsonaro, fora do processo político: sem poder falar, sem poder se manifestar. O maior líder vivo das últimas décadas desse país vai ficar fora do processo político, se vigorar essa dosimetria", declarou.
Veja a fala do deputado:
Osmar Terra ressaltou que esta foi a primeira vez em que não acompanhou a orientação de sua bancada. "Eu sou contra a dosimetria, manifestei isso abertamente nas reuniões preliminares do PL. (...) Eu sempre votei com o partido, votei inclusive naquela PEC das prerrogativas, chamaram PEC da blindagem, votei com o partido, aguentei as críticas, sem problema, votei. Agora essa foi demais, eu não tinha como votar uma imposição".