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Lula minimiza Flávio Bolsonaro e diz que direita não tem candidato

Presidente afirma que senador não reúne condições para unificar a oposição e ironiza número elevado de pré-candidatos da oposição. "Sabem que perderão a eleição".

11/12/2025
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Em entrevistas concedidas nesta quinta-feira (11) a veículos de Minas Gerais e ao programa EM Minas, da TV Alterosa, o presidente Lula tratou pela primeira vez da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Palácio do Planalto. Apesar do anúncio feito dias antes com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula demonstrou pouca preocupação com a movimentação da direita para 2026 e afirmou que o campo adversário não tem um nome consolidado.

"A gente não escolhe candidato, adversário. Eu vejo toda hora Caiado, Tarcísio, Zema, Ratinho, Flávio, Michelle, Eduardo… inventam um monte de nomes. Quem inventa muito nome é porque não tem nenhum. Eles estão em dúvida porque eles sabem que perderão as eleições em 2026. Eles perderão."

Tarcísio de Freitas declarou apoio a Flávio nesta semana, mas lembrou outros nomes da direita como possíveis candidatos presidenciais.Reprodção/X

Esperanças em Rodrigo Pacheco para Minas Gerais

Durante a entrevista, Lula também voltou a defender que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) dispute o governo de Minas em 2026. Pacheco manifestou intenção de deixar a vida política ao fim do mandato, em 2027, mas Lula insiste que o senador ainda poderá reconsiderar.

"A esperança é a última que morre. Eu aprendi a gostar do Pacheco. Acho ele uma pessoa extremamente competente, ele está talhado para assumir essa tarefa."

O presidente disse que seguirá tentando convencê-lo. "Ele relutou, relutou, relutou, mas ele pensa que eu desisti. Eu não desisti. Nós temos todo o tempo do mundo ainda", declarou.

Lula ressaltou, contudo, que, se Pacheco mantiver o plano de se retirar da política, o governo trabalhará na construção de outro nome forte para o estado. "Se ele não quiser mesmo, vamos tentar trabalhar outras pessoas e encontrar um candidato para governar Minas Gerais de verdade."

Indefinições no palanque mineiro

O petista cumpre agenda em Belo Horizonte e Itabira em meio a um cenário eleitoral indefinido no estado. Lula mencionou diversos nomes cogitados para compor seu palanque mineiro: o ex-prefeito Alexandre Kalil (PDT), o deputado estadual Tadeu Leite (MDB), a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT). "Eu não tenho pressa. Quem tem pressa come cru. Eu vou esperar o tempo passar."

No núcleo político do governo, a avaliação é que Tarcísio de Freitas representa hoje o adversário mais competitivo do campo conservador, enquanto a pré-candidatura de Flávio é considerada frágil e depende do aval de partidos que relutam em apoiar alguém tão diretamente associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe.

A estratégia petista passa por fragmentar o Centrão, atraindo parte de MDB, PSD, Republicanos e PP, ou neutralizando movimentos que tentem unir os partidos em torno de um único nome.

Lula também respondeu às críticas do governador de Minas, Romeu Zema (Novo), que classificou o governo federal como "uma bomba-relógio". O presidente ironizou eventual candidatura presidencial do governador e mencionou o episódio em que Zema publicou um vídeo comendo uma banana com casca. "Ele vai ter que pedir votos para o povo. […] Eu sinceramente prefiro comer um pão com mortadela do que banana com casca. Desde pequeno aprendi a descascar banana. Nem macaco come banana com casca, é uma coisa civilizatória."

Lula afirmou que Zema terá de explicar sua gestão caso decida entrar na disputa nacional e disse que "campanha se faz na rua", não apenas nas redes sociais.

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