Durante a quarta sessão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados para ouvir deputados e testemunhas sobre a ocupação da Mesa Diretora em agosto deste ano, Marcel van Hattem (Novo-RS) comparou o colegiado ao STF, instituição que deveria ser "combatida". A declaração foi nesta sexta-feira (12).
"Parece que o Supremo Tribunal Federal, em vez de ser combatido por esta Câmara, está sendo incensado por suas lideranças e imitado pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados."
O processo também analisa a atuação dos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC). Após afirmação do deputado em defesa de Pollon, que foi criticada pelo presidente do Conselho, Delegado Marcelo Freitas (União-MG), van Hattem reiterou que as ações deveriam ser julgadas separadamente. "Nós estamos todos os dias pedindo para desapensar os três casos. Mandamos ao presidente da Casa, Hugo Motta, inclusive, requerimento, e ele, até hoje, não desapensou os três casos", afirmou.
Outra crítica de van Hattem foi em relação à realização de sessões consecutivas na quinta-feira e na sexta-feira, o que não estava previsto no calendário do colegiado.
"O prazo para apresentação do relatório é 22 de fevereiro de 2026. O prazo de instrução é 12 de fevereiro de 2026. O Conselho de Ética não se reuniu nem uma vez em quinta ou em sexta-feira neste ano. Não há justificativa para o que está sendo feito aqui a não ser a de que alguém quer uma punição fora do devido processo para os três parlamentares, hoje, vítimas de uma perseguição."
Segundo o deputado, o andamento do processo da forma em que é conduzida, com quatro dias seguidos de oitivas, é resultado da "perseguição da esquerda". Van Hattem fez um apelo ao presidente do colegiado para que não se deixasse "ser usado dessa maneira".