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Toffoli critica "inércia" e questiona atraso da PF no Caso Master

Ministro do STF chamou demora em operação de "inobservância expressa e deliberada" de sua decisão.

14/1/2026
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou nesta quarta-feira (14) que a Polícia Federal (PF) justifique o atraso na deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master.

Toffoli criticou a "inércia" da PF na operação, que o magistrado chamou de "inobservância expressa e deliberada" de sua decisão anterior.

"Observo, ainda, que eventual frustração do cumprimento das medidas requeridas decorre de inércia exclusiva da POLÍCIA FEDERAL, inclusive diante de INOBSERVÂNCIA EXPRESSA E DELIBERADA DE DECISÃO POR MIM PROFERIDA NA DATA DE 12.01.2026, QUE DETERMINOU A DEFLAGRAÇÃO DA PRESENTE FASE NO PRAZO DE 24 HORAS."

Segundo o documento, a ordem de execução foi encaminhada à PF na segunda-feira (12). A autorização estabelecia que as medidas fossem cumpridas em até 24 horas da determinação, com possibilidade de prorrogação após às 18h da terça-feira (13), mas a segunda fase da operação só foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (14).

Trecho da decisão do ministro Dias Toffoli.Arte Congresso em Foco

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, tem 24 horas para explicar a Toffoli o que causou o atraso no início da ação policial. Com a decisão publicada pontualmente às 12h de hoje, o prazo para respostas se encerra nesta quinta-feira (15) ao meio-dia.

Trecho da decisão do ministro Dias Toffoli.Arte Congresso em Foco

Operação Compliance Zero e liquidação do Master

A primeira fase da Operação Compliance Zero foi deflagrada em novembro do ano passado e resultou em sete prisões, sendo cinco preventivas e duas temporárias. Na ocasião, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, após concluir que a instituição não tinha condições de honrar seus compromissos financeiros.

Na manhã desta quarta-feira (14), uma segunda fase da Operação Compliance Zero resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono da instituição, e a parentes do empresário, principalmente no estado de São Paulo.

São cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em endereços também na Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O ministro também determinou medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.

A Polícia Federal estima que o volume total das fraudes investigadas pode chegar a R$ 12 bilhões. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance do esquema.

Leia a íntegra da decisão.

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