Em nota divulgada nesta segunda-feira (19), o Ministério das Mulheres afirmou que a violência contra a mulher não pode ser tratada como entretenimento. O pronunciamento foi realizado diante do episódio de assédio que envolveu a participante Jordana e o ex-participante Pedro Henrique Espíndola, no reality show Big Brother Brasil 26.
A pasta informou que a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, iniciou um procedimento para apurar o caso como possível importunação sexual. Segundo informações da Polícia Civil, as imagens do programa serão analisadas e o ex-participante será chamado para prestar depoimento.
"A violência contra as mulheres ocorre em todos os espaços, sejam eles públicos ou privados e não pode ser naturalizada, relativizada ou tratada como entretenimento. Assédio é violência."
A pasta afirmou que "esses episódios funcionam como um espelho das dinâmicas de poder, da naturalização da misoginia e da cultura do silêncio presentes em nossa sociedade".
O órgão enfatizou que o combate a essa conduta exige não só a rigorosa apuração dos fatos pelas autoridades competentes, mas também um compromisso contínuo dos meios de comunicação e das produções de entretenimento em assegurar a integridade física e psicológica de todas as mulheres, através de protocolos preventivos e de acolhimento.
A pasta destacou que Governo Federal disponibiliza canais gratuitos de denúncia e orientação, que funcionam 24 horas por dia em todo o país, para mulheres que vivenciam situações de violência fora das telas.
Em casos de violência contra a mulher, o contato pode ser feito através do Ligue 180. Para denúncias de violações de Direitos Humanos, o canal é o Disque 100.
Leia a íntegra da nota
Assédio não é entretenimento
O Ministério das Mulheres manifesta profunda preocupação com o episódio de assédio envolvendo a participante Jordana e o ex-participante Pedro Henrique Espíndola, ocorrido no Big Brother Brasil 26. A pasta tomou conhecimento de que a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, instaurou procedimento para apurar o caso como possível importunação sexual; as imagens do programa serão analisadas e o ex-participante será convocado para prestar depoimento, conforme informação da Polícia Civil.
A violência contra as mulheres ocorre em todos os espaços, sejam eles públicos ou privados e não pode ser naturalizada, relativizada ou tratada como entretenimento. Assédio é violência. Esses episódios funcionam como um espelho das dinâmicas de poder, da naturalização da misoginia e da cultura do silêncio presentes em nossa sociedade.
O enfrentamento a esse tipo de conduta requer não apenas rigor na apuração dos fatos pelas autoridades competentes, mas também um compromisso contínuo dos meios de comunicação e das produções de entretenimento em garantir a integridade física e psicológica de todas as mulheres, por meio de protocolos preventivos e de acolhimento.
Para as mulheres que vivenciam situações de violência fora das telas, o Governo Federal disponibiliza canais gratuitos de denúncia e orientação que funcionam 24 horas por dia, de forma gratuita em todo o país. Em casos de violência contra a mulher, Ligue 180. Para denúncias de violações de Direitos Humanos, Disque 100.
19 de janeiro de 2026
Ministério das Mulheres