Entrar
Cadastro
Entrar
Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
BBB 26
Congresso em Foco
19/1/2026 | Atualizado às 11:50
Parlamentares de diferentes partidos usaram as redes sociais neste domingo (18) para se manifestar sobre a desistência do participante Pedro Henrique Espíndola, do Big Brother Brasil 26, ocorrida após a participante Jordana Ribeiro relatar um episódio de assédio dentro do programa. As declarações cobraram responsabilização, criticaram a naturalização da violência contra mulheres e questionaram os critérios de seleção de participantes do reality show.
Pedro deixou o programa após Jordana afirmar que foi abordada de forma não consentida no confessionário. Segundo o relato, o participante teria tentado beijá-la à força. O episódio provocou reação imediata fora da casa, especialmente entre congressistas que acompanham debates sobre violência de gênero.
A deputada federal Erika Hilton (Psol-RJ) afirmou que casos como esse se repetem ao longo das edições do programa e cobrou providências institucionais.
"Pela quadragésima vez, um participante do BBB se mostrou um completo nojento, dentro e fora da casa, com denúncias e relatos que vão de assédio durante o programa até um possível caso de pedof*lia fora dele. Felizmente, a Justiça e o Ministério Público já estão sendo acionados, e o participante já está de saída do programa."
Na mesma publicação, a parlamentar questionou os mecanismos de triagem da emissora.
"É sério que, todo ano, eles são incapazes de detectar participantes com comportamentos nocivos, especialmente contra as mulheres ou até crianças?"
Já a deputada federal Erika Kokay (PT-DF) destacou que nem mesmo um ambiente com vigilância permanente garante segurança às mulheres.
"Nem mesmo em uma casa com mais de 70 câmeras, em rede nacional e sob os olhos de milhões, mulheres estão seguras. A brasiliense Jordana sofreu assédio no BBB. Minha solidariedade à Jordana. Que ela seja ouvida, respeitada e protegida. Assédio é crime e precisa ter consequência."
Para a deputada Talíria Petrone (Psol-RJ), o caso expõe uma realidade estrutural.
"O caso de assédio ocorrido hoje no BBB escancara uma realidade dura: se mulheres não estão seguras nem em um ambiente vigiado por câmeras 24 horas por dia, o que isso diz sobre o mundo fora dali?"
A deputada Maria do Rosário (PT-RS) também se solidarizou com a participante e alertou para os riscos da descredibilização de denúncias.
"Se não houvesse imagens, Jordana poderia sair como 'louca, desacreditada, como tantas mulheres que denunciam sem provas visíveis. Isso tem nome: assédio. Falta de consentimento é violência."
Já a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) classificou a denúncia como grave e criticou a banalização do episódio.
"Isso não é entretenimento, é crime. Assédio não é brincadeira e não pode ser normalizado."
O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o relato apresentado configura violência.
"Isso é violência! Assédio é crime, não entretenimento!"
Na mesma linha, a deputada Natália Bonavides (PT-RN) criticou a saída do participante como forma de evitar consequências.
"Como todo assediador, foi covarde e fugiu para não encarar as consequências. Assédio não é entretenimento, é violência!"
O deputado federal e vice-líder do governo no Congresso Nacional, Carlos Zarattini (PT-SP), chamou o episódio de "inadmissível" e reforçou sua solideriadade à vítima.
"É inadmissível o que aconteceu no BBB. Assédio não é entretenimento, é crime. Pedro precisa pagar pelo seu ato. Minha solidariedade à Jordana."
As manifestações reforçaram a pressão por responsabilização e reacenderam o debate sobre a recorrência de denúncias de assédio em programas de grande audiência, além do papel das emissoras e do poder público diante desse tipo de episódio.
Tags
Temas
LEIA MAIS