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Presidente da CPMI do INSS busca assinaturas para prorrogar trabalhos

Carlos Viana busca apoio de parlamentares para ampliar em 60 dias o prazo de investigações da CPMI.

27/1/2026
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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou nesta terça-feira (27) que está colhendo assinaturas para prorrogar em mais 60 dias o prazo de conclusão dos trabalhos da comissão. O adiamento requer o apoio de, no mínimo, 171 deputados e 26 senadores. Segundo o congressista, a ampliação é necessária para que o colegiado possa avançar nas investigações.

"Estamos avançando na coleta das assinaturas para a prorrogação da CPMI porque os fatos investigados ainda exigem aprofundamento, responsabilidade e respostas claras à sociedade brasileira. Não é aceitável encerrar esse trabalho sem que todas as responsabilidades sejam devidamente apuradas", afirmou.

Pelo cronograma atual, comissão tem até o dia 28 para entregar o relatório. Carlos Moura/Agência Senado

No momento, a CPMI tem até o dia 28 de fevereiro para encerrar seus trabalhos. Isso inclui a conclusão da rodada de depoimentos de testemunhas e de investigados, para que em seguida possa ser elaborado, discutido e votado o relatório. Viana planeja retomar os trabalhos da comissão no dia 5, e se encontrar com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), para discutir a prorrogação.

"Tenho convicção de que o pedido de prorrogação será analisado com seriedade e acolhido, em respeito ao interesse público e ao dever constitucional do Congresso Nacional de fiscalizar e dar respostas ao povo brasileiro", declarou.

Foco no setor financeiro

Desde o início dos trabalhos, a CPMI do INSS realizou 51 reuniões, nas quais foram coletados 4,8 mil documentos, determinadas 43 quebras de sigilo e a identificação de 108 empresas suspeitas de envolvimento na fraude com descontos associativos do INSS. Na última reunião de 2025, Carlos Viana informou que as últimas oitivas serão dedicadas aos depoimentos de representantes de bancos, instituições financeiras e plataformas de pagamento.

O senador reafirmou em suas redes o compromisso com o objetivo da investigação. "Quero ser absolutamente claro. Quem roubou o aposentado, o órfão e a viúva vai pagar e será exposto. A CPMI existe para isso, revelar os culpados, doa a quem doer, e garantir que a verdade venha à tona".

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