Notícias

Toffoli devolverá documentos sigilosos à CPMI, anuncia Carlos Viana

Devolução ocorrerá quando a Polícia Federal concluir a análise e incorporar os dados ao inquérito.

5/2/2026
Publicidade
Expandir publicidade

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (5) que fez uma reunião institucional com o ministro do STF Dias Toffoli para tratar da retirada de documentos sigilosos das investigações sobre o Banco Master.

Segundo Viana, Toffoli se comprometeu a devolver o material à CPMI assim que a Polícia Federal concluir a análise e incorporar os dados ao inquérito que apura fraudes em empréstimos consignados que teriam atingido milhares de aposentados.

"Estou trazendo aqui: o ministro Dias Toffoli se comprometeu, assim que a Polícia Federal fizer todo o levantamento, que a documentação estiver oficialmente já dentro do inquérito, serão devolvidos a esta CPMI."

Os documentos foram retirados da CPMI em dezembro. Na ocasião, o gabinete do ministro divulgou uma nota informando que a decisão foi tomada "por cautela". Toffoli decidiu que os documentos produzidos a partir das quebras de sigilo do colegiado fossem encaminhados diretamente à Presidência do Senado, onde permanecerão sob guarda até nova deliberação da Corte.

A declaração de Viana respondeu à crítica do deputado Kim Kataguiri (União-SP), que condenou a posição de Toffoli quanto aos documentos.

"O ministro colocou, e vou aqui fazer exatamente a fala dele em relação a isso, de que esses documentos chegaram à comissão antes que a Polícia Federal pudesse fazer a compilação e a investigação dos dados."

Segundo o senador, o encontro no STF foi "muito republicano". Viana reiterou, no entanto, que os documentos foram retirados de uma comissão "legítima" e passados a "terceiros".

"Eu fiz uma visita institucional ao ministro, levei até ele a nossa insatisfação com a decisão que foi tomada e a nossa surpresa em relação a esse tipo de decisões, porque se retirou de uma comissão legítima de investigação documentos que foram passados a terceiros, que no caso é o presidente do Senado, mas que não tem autoridade alguma para guardar ou para investigar."

Viana reproduziu o entendimento do ministro de que, segundo o senador, o acesso antecipado poderia comprometer a validade das provas colhidas contra o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, alvo das quebras de sigilo.

"Isso poderia prejudicar, inclusive até favorecer, no caso do réu da pessoa que teve o sigilo quebrado, em algum momento essas provas poderiam ser até invalidadas, se vazassem antes do inquérito", disse Viana.

A devolução dos documentos é considerada estratégica por integrantes da comissão, que veem no material uma base para avançar na responsabilização de envolvidos nas operações do Banco Master com consignados do INSS.

Veja mais no portal
cadastre-se, comente, saiba mais

Notícias Mais Lidas

Artigos Mais Lidos