O presidente do PT, Edinho Silva, informou a jornalistas nesta terça-feira (10) que o partido avalia a possibilidade de lançar uma nova candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) ao governo de Minas Gerais, caso o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), recuse participar do palanque.
Em diversos momentos de seu atual mandato, o presidente Lula declarou que Pacheco é seu nome preferido para o governo mineiro, mesmo diante do desinteresse do senador em entrar na disputa. Edinho Silva reforçou a preferência pelo congressista, a quem citou como "uma das lideranças em ascensão no Brasil".
Apesar do desejo de formar uma coligação em torno de Pacheco, o presidente do PT reconheceu que não há garantia de sucesso no diálogo para viabilizar sua candidatura. "Ninguém é candidato se não estiver convencido da missão. Então, por isso que o diálogo tem sido feito com o Rodrigo Pacheco, mas depende dele. Mas, além do Rodrigo Pacheco, nós temos outras lideranças do campo democrático em Minas".
Os nomes citados como alternativas a Pacheco foram Alexandre Kalil, prefeito de Belo Horizonte entre 2017 e 2022, e o deputado estadual Tadeu Leite (MDB), presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Se confirmada, esta seria a segunda candidatura de Alexandre Kalil ao Palácio da Liberdade. A primeira tentativa ocorreu nas eleições de 2022, pelo PSD, também na coligação de Lula. O pleito foi decidido em primeiro turno, com o atual governador Romeu Zema (Novo) eleito com 56,18% dos votos válidos, e Kalil em segundo lugar, com 35,08%.
Desentendimento com o PDT
Na última quarta-feira (4), o presidente do PDT, Carlos Lupi, se encontrou com Edinho Silva para tratar da construção de uma aliança eleitoral. Após a reunião, o pedetista informou em suas redes sociais que os dois chegaram a um acordo em torno das candidaturas de Alexandre Kalil em Minas Gerais, Juliana Brizola no Rio Grande do Sul e Requião Filho no Paraná.
A informação foi logo desmentida por Edinho Silva, que publicou uma nota ressaltando que o encontro serviu apenas para tratar da coligação nacional e que não foram debatidos palanques estaduais. No dia seguinte, durante entrevista, o presidente Lula reafirmou a intenção de lançar Rodrigo Pacheco ao governo.