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ELEIÇÕES
Congresso em Foco
4/2/2026 19:23
As executivas nacionais do PT e do PDT apresentaram versões distintas do resultado de uma reunião desta quarta-feira (4) para tratar do desenho da aliança entre as duas siglas para as eleições deste ano. Carlos Lupi, presidente do PDT, afirmou ter obtido apoio petista em palanques estaduais em RS, MG e PR, versão negada pelo partido do presidente Lula.
"Na reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reafirmei a aliança do PDT para reeleger o presidente Lula e recebi a confirmação do compromisso petista de apoiar as candidaturas ao governo de Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul; de Alexandre Kalil, em Minas Gerais, e de Requião Filho, no Paraná", anunciou Lupi em suas redes sociais.
A publicação veio após uma nota da direção do PT, informando que os dois participaram de um "diálogo de alto nível sobre a reeleição do Presidente Lula", mas que "a conversa não teve como objetivo a definição de palanques eleitorais nos Estados", e que as definições locais seguem em construção conforme os debates internos dos diretórios estaduais.
Cenários estaduais
No Paraná, PT e PDT tendem a não enfrentar dificuldades para formalizar uma aliança. Requião Filho possui apoio direto do presidente Lula no Estado, havendo preferência entre petistas para o lançamento de um nome ao Senado.
Em Minas Gerais, o caminho é tortuoso. Em diversas ocasiões, o presidente Lula manifestou a preferência pelo lançamento do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ao governo estadual. Hoje filiado ao PSD, Pacheco está em conversa com lideranças de outras siglas que possam viabilizar o projeto.
No Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, neta de Leonel Brizola, fundador do PDT, é a preferida para disputar ao governo pela sigla. No lado petista, o ex-deputado estadual e presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, lançou sua pré-candidatura no final de 2025.
Antiga nova aliança
Apesar das convergências ideológicas, a consolidação da aliança PT-PDT não é garantida. Desde a redemocratização, os dois partidos sempre colaboraram entre si no primeiro turno presidencial, mas não necessariamente dividiram palanques no primeiro: as duas siglas lançaram candidaturas próprias ao Planalto em 1989, 1994, 2006, 2018 e em 2022. Em 2002, o PDT compôs a coligação de Ciro Gomes, que disputou pelo PPS (atual Cidadania).
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