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André Mendonça recebe delegados da PF para tratar do caso Master

Ministro inicia condução do inquérito com reunião para verificar situação das investigações.

13/2/2026
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O ministro André Mendonça, do STF, recebeu na tarde desta sexta-feira (13), em videoconferência, os delegados da Polícia Federal encarregados da investigação do Banco Master por fraude financeira. A reunião é parte do trabalho de levantamento da atual situação da apuração, para que em seguida possam ser definidos os próximos passos na condução do inquérito.

Este é o primeiro dia de atuação de Mendonça como relator do caso Master. Até a noite de quinta-feira (12), a função era destinada ao ministro Dias Toffoli, que abriu mão da relatoria após pressão da própria Polícia Federal e de parlamentares diante de indícios de conflitos de interesses.

Mendonça agora é responsável pelos inquéritos do Banco Master e do escândalo do INSS.Fellipe Sampaio/STF

A entrega da relatoria por Toffoli não veio na forma de declaração se suspeição, o que preserva a validade de suas decisões anteriores no inquérito e impede o caso de retornar à "estaca zero". Os demais ministros também endossaram sua condução, reconhecendo previamente a imparcialidade dos atos.

Além da fraude financeira do Master, Mendonça é relator do inquérito que investiga desvios em descontos associativos a aposentados e pensionistas do INSS.

Entrega da condução

Dias Toffoli abriu mão da relatoria do caso Master na noite de quinta-feira (12) após um pedido apresentado pela Polícia Federal ao presidente da Corte, Edson Fachin. A corporação alegou haver indícios de conflitos de interesse da parte do ministro após a análise pericial do conteúdo das mensagens salvas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

Nas conversas com investigados, Vorcaro citou transferências de dinheiro envolvendo Toffoli. O ministro mais tarde confirmou ser sócio da Maridt Participações, empresa que até 2025 era co-proprietária do resort Tayayá, no Paraná. As ações do hotel foram vendidas ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Além do pedido da PF, foi enviado uma outra solicitação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, à Procuradoria-Geral da República, também a favor do afastamento do ministro. Para o parlamentar, a existência de relação comercial que, em tese, envolva o relator do caso poderia comprometer a imparcialidade necessária à condução do processo.

O pedido da PF foi criticado pelos demais ministros, que assinaram uma nota conjunta em apoio à condução de Toffoli, relembrando que ele acatou todas as demandas protocoladas pela corporação. Ainda assim, o relator preferiu entregar o inquérito.

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