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JUDICIÁRIO

Presidente do Solidariedade defende Toffoli após repercussão do Master

Paulinho da Força acusou "linchamento moral" ao ministro, e cobrou responsabilidade institucional de instituições que acompanham o caso Master.

Congresso em Foco

13/2/2026 16:44

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O presidente do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), se pronunciou por meio de nota a respeito da decisão do ministro Dias Toffoli de abrir mão da relatoria do inquérito que investiga o Banco Master e outras instituições financeiras pela emissão e venda de títulos de crédito falsos.

O congressista criticou a pressão de diversos setores para que Toffoli fosse afastado da condução das investigações. Segundo o dirigente partidário, o ministro foi vítima de um "linchamento moral".

Deputado alega que pressão sobre Toffoli aconteceu em decorrência de

Deputado alega que pressão sobre Toffoli aconteceu em decorrência de "vazamentos seletivos".Bruno Spada / Câmara dos Deputados

"Não se pode admitir que corporações e uma parcela da mídia promovam o linchamento moral de autoridades públicas com base em pré-julgamentos e vazamentos seletivos de elementos de informação. A responsabilidade institucional exige de todos nós - líderes políticos - e da sociedade cuidado com a defesa da democracia e de suas instituições", declarou.

Paulinho da Força ressaltou que seu posicionamento visa "reconhecer os quase vinte anos de relevantes serviços prestados na magistratura brasileira pelo Ministro do STF, Dias Toffoli", em especial pelo seu histórico como presidente da Corte durante a pandemia e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2014. "Manifestações firmes se fazem essenciais para lidar com momentos turbulentos". completou.

Veja a íntegra da nota:

"Apoio ao Ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli

Manifestações firmes se fazem essenciais para lidar com momentos turbulentos. Por isso, torna-se pública a presente nota para reconhecer os quase vinte anos de relevantes serviços prestados na magistratura brasileira pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.

O ministro ocupou a Presidência do Poder Judiciário durante o desafiador período da pandemia de Coronavírus (COVID-19). Também conduziu eleições gerais como Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, sendo sempre respeitado pelo equilíbrio e firmeza em sua atuação pública.

Não se pode admitir que corporações e uma parcela da mídia promovam o linchamento moral de autoridades públicas com base em pré-julgamentos e vazamentos seletivos de elementos de informação.

A responsabilidade institucional exige de todos nós - líderes políticos - e da sociedade cuidado com a defesa da democracia e de suas instituições.

Paulinho da Força

Presidente Nacional do Solidariedade"

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André Mendonça assume relatoria do inquérito do Banco Master no STF

Substituição

Dias Toffoli abriu mão da relatoria do caso Master na noite de quinta-feira (12) após um pedido apresentado pela Polícia Federal ao presidente da Corte, Edson Fachin. A corporação alegou haver indícios de conflitos de interesse da parte do ministro após a análise pericial do conteúdo das mensagens salvas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Master.

Nas conversas com investigados, Vorcaro citou transferências de dinheiro envolvendo Toffoli. O ministro mais tarde confirmou ser sócio da Maridt Participações, empresa que até 2025 era co-proprietária do resort Tayayá, no Paraná. As ações do hotel foram vendidas ao empresário Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

Além do pedido da PF, foi enviado uma outra solicitação do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, à Procuradoria-Geral da República, também a favor do afastamento do ministro. Para o parlamentar, a existência de relação comercial que, em tese, envolva o relator do caso poderia comprometer a imparcialidade necessária à condução do processo.

O pedido da PF foi criticado pelos demais ministros, que assinaram uma nota conjunta em apoio à condução de Toffoli, relembrando que ele acatou todas as demandas protocoladas pela corporação. Ainda assim, o relator preferiu entregar o inquérito, que agora tramita sob condução de André Mendonça.

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Paulinho da Força Banco Master dias toffoli Solidariedade STF

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