Confinada no reality show Big Brother Brasil, a participante Ana Paula Renault defendeu o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Segundo ela, a habitação é um direito constitucional que deve ser subsidiado pelo Poder Público.
"Quanto mais casa para o povo, melhor. Tem que subsidiar mesmo e dar facilidade. É direito constitucional a habitação. Eu sou a favor mesmo, eu pago imposto para políticas públicas."
A participante afirmou que, durante o governo atual, o programa foi expandido, o que, segundo ela, trouxe mais subsídio para facilitar moradias.
Ana Paula Renault é jornalista. Participante pela segunda vez, ela ganhou destaque durante a 16ª edição do Big Brother Brasil em 2016. Hoje, ela atua como apresentadora de programas de entretenimento e influenciadora digital.
Minha Casa, Minha Vida
Lançado em 2009, o Minha Casa, Minha Vida foi desenhado para enfrentar o déficit habitacional brasileiro. Elaborado no governo Lula 2, a iniciativa oferece financiamento facilitado para pessoas de baixa renda e, em contrapartida, movimenta a cadeia da construção civil.
Ao longo dos anos, o programa passou por ajustes, mudanças de regras e até de nome. Em fevereiro de 2023, com o retorno do petista ao Executivo, a iniciativa foi retomada com novas metas e atualização das faixas de renda atendidas.
Hoje, o programa contempla quatro faixas de renda:
- Renda famíliar até R$ 2.850: subsídio de até 95% do valor do imóvel;
- Renda familiar de R$ 2.850,01 a R$ 4.700: subsídio de até R$ 55 mil e juros reduzidos;
- Renda familiar de R$ 4.700,01 a R$ 8.600: financiamento facilitado, sem subsídios;
- Renda familiar de R$ 8 mil a R$ 12 mil: juros de 10,5% ao ano, sem subsídios.
As faixas 1 e 2 também foram ajustadas para permitir o financiamento de imóveis com valor de até R$ 350 mil, anteriormente exclusivo da Faixa 3. Contudo, nessa operação, valem os juros e condições da Faixa 3 (sem subsídio).
Desde a criação, o Minha Casa, Minha Vida se consolidou como uma das maiores políticas públicas de habitação do país. Em 2018, cerca de 14,7 milhões de pessoas haviam adquirido um imóvel pelo programa, o equivalente a aproximadamente 7% da população brasileira da época.
Até o final 2026, a meta do Executivo é contratar dois milhões de habitações.