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Antes da CPMI, Mendonça havia autorizado quebra de sigilos de Lulinha

Ministro já havia dado sinal verde para pedido da Polícia Federal para investigar filho do presidente Lula.

26/2/2026
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A CPMI do INSS aprovou nesta quinta-feira (26) a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula. A votação sucede uma decisão do ministro André Mendonça, do STF, que na segunda-feira (23) autorizou a Polícia Federal a acessar não apenas esses dados, como também o conteúdo dos e-mails do empresário.

Lulinha é suspeito de ter sido beneficiado com o esquema de desvios de pensões e aposentadorias do INSS a partir de contratos irregulares de descontos associativos. A Polícia Federal investiga se ele teria recebido repasses da organização criminosa, com indícios de que ele estaria recebendo R$ 300 mil ao mês dos envolvidos na fraude.

Primeiro pedido de quebra de sigilo partiu da própria Polícia Federal.Gustavo Moreno/STF

As suspeitas surgiram a partir do depoimento do empresário Edson Claro, ex-funcionário de Antônio Carlos Camilo. Em outubro, ele afirmou que "Fábio Lula" estaria em três reuniões com o lobista, e que os dois teriam fechado um contrato de R$ 300 mil mensais com a comercialização de "kits de sangue". Os repasses teriam sido intermediados pela empresária Roberta Luchsinger.

A defesa de Lulinha nega as acusações. O presidente Lula chegou a ser questionado sobre a possibilidade de envolvimento de seu filho no escândalo, respondendo que, se for verdade, que os indícios devem de fato ser investigados e eventuais irregularidades devem ser punidas.

Votação tumultuada

O requerimento de quebra dos sigilos de Lulinha partiu do próprio relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL). Segundo o deputado, "a necessidade de investigar Fabio Luis decorre diretamente de mensagens interceptadas em que Antônio Camilo, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil destinado à empresa de Roberta Luchsinger, responde explicitamente tratar-se de 'o filho do rapaz'".

Parlamentares governistas acusaram o relator de agir de forma seletiva, e o presidente Carlos Viana (Podemos-MG) de autorizar uma votação irregular ao autorizar votação simbólica mesmo com protestos de quase metade do colegiado. O governo anunciou que contestará a votação junto à presidência do Congresso, e que fará também uma representação contra Viana no Conselho de Ética do Senado.

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