A CPMI do INSS convocou a presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras e do Banco Crefisa, Leila Pereira, para depor na condição de testemunha ao colegiado. A iniciativa veio do deputado Sidney Leite (PSD-AM) e do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), para que ela preste esclarecimentos sobre indícios de envolvimento da instituição financeira na fraude de desvios em descontos associativos.
No requerimento, Alfredo Gaspar cita a decisão do INSS de cancelar em junho de 2025 o Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Crefisa diante do acúmulo de reclamações de pensionistas e aposentados, e que, desde então, o banco está desabilitado para o processamento de créditos consignados.
"Segundo os relatos, aposentados e pensionistas teriam enfrentado situações como pressão para abertura de conta, obstáculos no acesso ao benefício e contratação de produtos/ serviços sem adequada informação, em quadro que se aproxima de práticas abusivas", descreveu o relator. O caso também é investigado internamente no INSS, após denúncias das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo e Minas Gerais.
Para o depoimento, Alfredo Gaspar espera da empresária esclarecimentos "sobre as reclamações e irregularidades; as providências adotadas e seus prazos; os mecanismos de controle e conformidade; e eventual responsabilidade por ação ou omissão na manutenção de práticas que culminaram em medidas restritivas pelo INSS".
Sidney Leite acrescentou em seu requerimento que a Crefisa também foi citada em depoimento do ex-presidente do INSS, Carlos Lupi, que também informou o recebimento de reclamações envolvendo irregularidades em descontos, "inclusive destacando vendas casadas de produtos sem autorização dos aposentados e pensionistas do INSS".