O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), recorreu a uma analogia escolar para defender a validade da votação realizada nesta quinta-feira (26), que resultou na aprovação de requerimentos, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A sessão foi marcada por tumulto com discussões acalarodas entre parlamentares após a deliberação dos pedidos. Diante das críticas da base governista, que contestou o resultado, Viana gravou um vídeo explicando o procedimento adotado.
"Imagina uma sala de aula, 31 alunos. A professora fala assim: quem é contra fica em pé, quem é a favor fica sentado. Para cancelar a decisão, precisava da maioria, metade mais um, ou seja, 16 alunos de pé."
Segundo o senador, a contagem foi feita conforme o regimento interno da comissão e não houve votos suficientes para reverter a aprovação. "A votação foi feita conforme o regimento, a contagem foi realizada e o governo, a base, não tinha votos suficientes para derrubar a proposta. Democracia não funciona no grito, não funciona na pressão, funciona com regra", declarou.
No mesmo vídeo, Viana reforçou que "a regra vale para governo, para oposição e para quem está presidindo" e que "o resultado é legítimo e está mantido". Em conversa com jornalistas, acrescentou que as imagens da sessão confirmariam o placar.
"Eu contei duas vezes e tinham sete parlamentares de pé e nem se fossem 14 o governo ganharia. As imagens que eu tenho são muito claras. A secretaria da mesa que me orientou em tudo, eu não faço nada da minha cabeça."
Indagado sobre eventuais medidas caso a decisão seja anulada, o presidente da CPMI mencionou a possibilidade de levar o caso ao STF.