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Na Paulista, Flávio poupa o STF e foca críticas em Lula e no PT

No evento "Acorda Brasil", senador evitou embate direto com o Judiciário em seu primeiro grande ato como pré-candidato à presidência.

2/3/2026
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A manisfestação bolsonarista realizada neste domingo (1º), na Avenida Paulista, marcou o primeiro grande ato do campo conservador após a prisão de Jair Bolsonaro e teve como principal estratégia discursiva do senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) evitar ataques diretos ao STF. Embora tenha defendido a possibilidade de impeachment dos ministros, o parlamentar afirmou que a Corte, como instituição, não é alvo do movimento.

Último a falar no evento "Acorda Brasil", Flávio concentrou suas críticas no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e buscou modular o tom em relação ao Judiciário, mesmo diante de discursos mais contundentes de outros aliados contra ministros do Supremo.

"Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei. E isso não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado Federal. Mas o povo brasileiro vai ter a oportunidade esse ano de escolher candidatos que se comprometam com o resgate da nossa democracia, porque nosso alvo nunca foi o Supremo."

Em outro trecho, o senador reforçou a distinção entre críticas individuais e a instituição

"Nós sempre dissemos que o Supremo é fundamental para a democracia, mas estão destruindo a democracia a pretexto de defendê-la para atingir Bolsonaro."

Ao abrir sua fala, entretanto, Flávio focou em mencionar medidas judiciais e operações policiais que, segundo ele, atingiram apoiadores do ex-presidente.

"Censuraram nossas redes sociais, mandaram a Polícia Federal na casa de pessoas inocentes, botaram tornozeleira eletrônica na perna de pessoas humildes e trabalhadoras. Prenderam pessoas que nunca cometeram crimes. Obrigaram brasileiros a saírem da própria pátria para escapar de perseguição."

Durante o discurso, o senador também atacou Lula ao mencionar escândalos envolvendo gestões petistas e ao citar suspeitas relacionadas ao filho do presidente. "Eu quero falar para as pessoas que me atacam, porque eu aprendi honestidade em casa, sou filho de Bolsonaro, não sou filho do Lula. Porque se eu fosse filho do Lula estaria sendo acusado de receber mensalão de R$ 300 mil do roubo dos aposentados do INSS", disse. Em outro momento, elevou o tom contra o PT: "É por isso que ninguém aguenta mais quatro anos de PT. E nós vamos tirar essa corja de Brasília".

Além das críticas ao governo, o filho de Jair Bolsonaro buscou ampliar o discurso para além da base mais ideológica, fazendo referências à família e acenando ao eleitorado feminino.

Ele também comparou políticas sociais dos governos Lula e Bolsonaro, afirmando que, na gestão anterior, o Bolsa Família pagava valores maiores, inclusive com benefício dobrado para mães solo.

"O Bolsonaro estendia a mão para as pessoas que mais precisavam. E hoje, o que nós vemos? Nós vemos o Lula gastando R$ 1,4 bilhão no seu cartão corporativo, levando vida de rico, esbanjando com a primeira-dama, ficando em hotéis de luxo."

O ato contou ainda com a presença de governadores como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). A mobilização ocorreu também em outras capitais e foi a primeira grande manifestação do grupo desde a definição de Flávio como pré-candidato à Presidência pelo campo bolsonarista.

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