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ELEIÇÕES 2026

Ato contra Lula e STF reúne Flávio, Nikolas, Caiado e Zema na Paulista

Flávio Bolsonaro assume protagonismo em mobilização convocada por Nikolas Ferreira, que levou milhares às ruas em mais de 20 cidades com promessa de anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.

Congresso em Foco

1/3/2026 | Atualizado às 18:53

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As manifestações convocadas por lideranças bolsonaristas neste domingo (1º de março) levaram milhares de apoiadores às ruas em ao menos 20 cidades do país e transformaram a Avenida Paulista, em São Paulo, no principal palco da oposição ao presidente Lula e ao STF neste início de 2026.

Com o mote "Fora Lula, Moraes e Toffoli", o ato marcou a primeira grande mobilização nacional do campo bolsonarista após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter sido apresentado como pré-candidato à Presidência da República, com o aval do pai, Jair Bolsonaro (PL). A manifestação também consolidou a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e o enfrentamento ao STF como eixos centrais do discurso da direita.

Capitaneado por aliados de Bolsonaro, ato

Capitaneado por aliados de Bolsonaro, ato "Acorda, Brasil", na Avenida Paulista, virou Lula e ministros do STF.Arthur Lamonier/Thenews2/Folhapress

Na capital paulista, dois quarteirões da Paulista, nas imediações do Masp, estavam tomados por manifestantes por volta das 15h. Cartazes com "Fora Moraes", "Bolsonaro livre" e críticas a decisões da Corte se misturavam a bandeiras do Brasil e bonecos infláveis ("pixulecos") de Lula e de ministros do Supremo.

Os atos foram convocados pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e pelo pastor Silas Malafaia. Além de Flávio, outros dois pré-candidatos à sucessão de Lula participaram da manifestação na Paulista: os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD).

Não houve estimativa oficial de público até o fechamento desta reportagem.

Flávio assume protagonismo

Último a discursar, Flávio Bolsonaro adotou tom calculado. Defendeu o impeachment de ministros do STF, mas evitou ataques nominais diretos. Em vez disso, buscou enquadrar o discurso como defesa institucional.

"Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do STF que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos a maioria no Senado", afirmou.

Ao mesmo tempo, procurou diferenciar o Supremo enquanto instituição de decisões individuais de magistrados:

"O nosso alvo nunca foi o Supremo. Sempre dissemos que o Supremo é fundamental para a democracia. Mas estão destruindo a democracia, a pretexto de defendê-la, para atingir Jair Bolsonaro".

Segundo ele, a presença de Caiado e Zema, outros dois pré-candidatos ao Planalto, era uma prova de que o ato não era eleitoreiro. Mas deixou clara sua pretensão em suceder Lula.

"Quero compartilhar com vocês o que eu disse para o meu pai agora na quarta-feira, olhando no olho dele. Eu falei: 'pai, em janeiro de 2027 você vai pessoalmente subir aquela rampa do Planalto junto com o povo brasileiro", afirmou.

A fala reforça a estratégia discutida nos bastidores do PL: reduzir o tom de confronto direto com a Corte e concentrar esforços na disputa eleitoral de 2026, especialmente na composição do Senado, visto como peça-chave para eventual avanço de pedidos de impeachment contra ministros.

Flávio compareceu ao ato usando colete à prova de balas, gesto que simboliza tanto a tensão política quanto a construção de imagem de liderança sob ameaça.

Nikolas, Malafaia e Flávio Bolsonaro na manifestação contra Lula e ministros do STF na Avenida Paulista.

Nikolas, Malafaia e Flávio Bolsonaro na manifestação contra Lula e ministros do STF na Avenida Paulista.Wagner Origenes/Ato Press/Folhapress

Nikolas radicaliza o discurso

Se Flávio buscou moderação, Nikolas Ferreira adotou retórica frontal:

"O destino final do Alexandre de Moraes não é o impeachment. O destino de Alexandre de Moraes é a cadeia."

Nikolas também afirmou que o Brasil "não tem medo" do ministro e acusou o magistrado de ultrapassar suas atribuições constitucionais. Em outro trecho, declarou:

"Você pode fugir da Justiça dos homens, mas da Justiça divina não vai fugir".

O deputado vinculou suas críticas ao julgamento dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, citando o caso de Nelson Ribeiro Fonseca Júnior, condenado por participação nos ataques às sedes dos Três Poderes.

A retórica adotada por Nikolas mantém mobilizada a base mais radical do bolsonarismo, mas expõe a tensão entre a estratégia eleitoral moderada defendida por parte do grupo e o discurso de confronto direto.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, cassado por faltas injustificadas, discursou por videochamada. Ele mora nos Estados Unidos há mais de um ano sob a alegação de perseguição política.

Malafaia e o embate com o inquérito das fake news

O pastor Silas Malafaia fez um dos discursos mais duros contra o Supremo. Criticou o inquérito das fake news, aberto em 2019, e acusou Moraes de instaurar um "crime de opinião".

"Alexandre de Moraes e Dias Toffoli têm que ser afastados do STF. Não têm moral para julgar ninguém."

Malafaia também mencionou o chamado "caso Master", envolvendo contrato firmado por escritório da esposa de Moraes, insinuando conflito de interesses. Não há decisão judicial que aponte irregularidade no contrato citado.

Governadores sinalizam 2026

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, adotou discurso explicitamente eleitoral:

"Aquele que chegar lá, o primeiro ato será a anistia plena, geral e irrestrita em 1º de janeiro de 2027."

A declaração indica que a anistia aos condenados pelo 8 de janeiro se tornou compromisso programático de setores da direita. Caiado se filiou recentemente ao PSD, onde disputa internamente o direito de se candidatar à Presidência com os também governadores Eduardo Leite (RS) e Ratinho Jr. (PR).

Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, evitou citar nominalmente ministros do STF, mas atacou o que chamou de "intocáveis em Brasília".

"Se for preciso, venho 50 vezes para acabar com esses intocáveis."

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou que o "time está escalado", em referência à pré-candidatura de Flávio.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), aliado de Bolsonaro, não compareceu por agenda internacional.

Carta de Bolsonaro e disputa interna

Durante o ato, Michelle Bolsonaro divulgou carta assinada por Jair Bolsonaro pedindo união da direita e defendendo que candidaturas ao Senado sejam definidas por "diálogo e convencimento".

O gesto ocorre em meio a divergências internas no PL sobre nomes para o Senado em 2026. Michelle é cotada para disputar vaga no Distrito Federal, mas há impasses envolvendo alianças locais.

A família Bolsonaro busca equilibrar dois objetivos: manter coesão interna e evitar fragmentação do campo conservador em um momento decisivo de reorganização política.

Mobilizações nacionais

Além de São Paulo, houve atos em Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife e Fortaleza.

Na capital federal, manifestantes se concentraram em frente ao Museu Nacional da República. Parlamentares do PL discursaram com críticas ao governo Lula e ao STF, e o ato foi encerrado com gritos de "Acorda, Brasil".

A mobilização ocorre em cenário de alta tensão institucional e pré-campanha eleitoral antecipada. O governo Lula enfrenta oposição organizada no Congresso, enquanto o STF mantém protagonismo em julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro e a investigações envolvendo o entorno bolsonarista.

Para aliados de Lula, os atos buscam pressionar o Judiciário e antecipar o debate eleitoral. Para organizadores, tratam-se de manifestações em defesa da "liberdade" e contra o que classificam como "excessos" da Corte.

Veja na lista algumas das principais lideranças da oposição presentes ao ato na Avenida Paulista:

Bia Kicis (PL-DF) — deputada federal

Cabo Gilberto Silva (PL-PB) — deputado federal e líder da Oposição na Câmara

Carlos Jordy (PL-RJ) — deputado federal

Domingos Sávio (PL-MG) — deputado federal

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — senador e pré-candidato à Presidência da República

Gilson Machado — ex-ministro do Turismo

Guilherme Derrite (PP-SP) — deputado federal

Gustavo Gayer (PL-GO) — deputado federal

Izalci Lucas (PL-DF) — senador

Mário Frias (PL-SP) — deputado federal

Marcos Pollon (PL-MS) — deputado federal

Nikolas Ferreira (PL-MG) — deputado federal

Ronaldo Caiado (PSD-GO) — governador de Goiás e pré-candidato à Presidência

Romeu Zema (Novo-MG) — governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência

Silas Malafaia — pastor evangélico e líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) — deputado federal e líder do PL na Câmara

Valdemar da Costa Neto — presidente nacional do PL

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