A CPMI do INSS ouve nesta segunda-feira (2), a partir das 16h, Aline Barbara Mota de Sá Cabral, ex-secretária de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS".
O ministro André Mendonça, do STF, determinou que Aline Cabral compareça à comissão, mas assegurou a ela o direito de permanecer em silêncio durante os questionamentos.
A ex-secretária, que também atuou como gerente administrativa das empresas ligadas ao "Careca do INSS", presta depoimento na condição de testemunha. O requerimento de convocação foi apresentado pelo relator da CPMI, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), para que ela esclareça o funcionamento das empresas de Antônio Camilo Antunes.
Antunes é apontado pela Polícia Federal como intermediário de sindicatos e associações. Segundo as investigações, ele recebia recursos descontados indevidamente de aposentados e pensionistas, repassando parte dos valores a servidores do INSS, familiares e empresas ligadas a eles.
Também estavam previstos os depoimentos do presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz DAvila Assumpção, e do advogado Cecílio Galvão, que acabaram ficando para a quinta-feira (5).
Galvão, que também é alvo de um pedido de condução coercitiva, deve esclarecer supostos contratos milionários com associações investigadas nos desvios dos aposentados, segundo requerimento do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI.
Prorrogação dos trabalhos
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), também afirmou que enviou na última quinta (26) um pedido de resposta ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP) sobre o requerimento de adiamento do fim da comissão, previsto para este mês. Caso não tenha retorno esta semana, entrará com um mandado de segurança no STF pedindo a ampliação do tempo de atuação da comissão.
O senador disse ainda que pretende tratar do tema com Alcolumbre na terça (3) na reunião de líderes.