A CPI do Crime Organizado suspendeu a sessão que estava prevista para esta terça-feira (3), na qual seriam ouvidos o ex-presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e o fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur.
Em nota, o presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT-ES) informou que o cancelamento das oitivas se deu em função do não comparecimento dos depoentes.
"As oitivas previstas para esta terça-feira (3) foram canceladas em razão do não comparecimento dos convocados Roberto de Oliveira Campos Neto e João Carlos Falbo Mansur."
Segundo Contarato, embora as convocações tenham sido "regularmente expedidas", uma decisão do ministro do STF, André Mendonça, tornou facultativa a presença de Campos Neto.
O senador reforçou ainda, que a comissão adotará as providências cabíveis, inclusive condução coercetiva, para remarcar o depoimento de Mansur já na próxima semana.
CPI do Crime Organizado
A CPI do Crime Organizado investiga a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no país, mapeando o "modus operandi" de facções e milícias, as condições de instalação e desenvolvimento de suas estruturas, e identificando formas de aperfeiçoar a legislação e as políticas públicas de enfrentamento ao fenômeno.
Leia a íntegra da nota:
"A Presidência da CPI do Crime Organizado informa que as oitivas previstas para esta terça-feira (3) foram canceladas em razão do não comparecimento dos convocados Roberto de Oliveira Campos Neto e João Carlos Falbo Mansur.
A Comissão reforça que as convocações foram regularmente expedidas. Decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tornou facultativa a presença do ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que informou não comparecerá e poderá prestar esclarecimentos por escrito.
Quanto ao fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur, a Secretaria da Comissão Parlamentar de Inquérito entrará em contato com seu advogado para remarcar a oitiva para a próxima semana, sob pena de adoção das medidas legais cabíveis, inclusive condução coercitiva, assegurando a continuidade dos trabalhos investigativos.
Reafirmamos nosso compromisso com a transparência e a legalidade, reiterando o papel constitucional essencial da CPI na apuração dos fatos.
Senador Fabiano Contarato (PT-ES)"