Nesta terça-feira (3), a Comissão de Educação e Cultura do Senado deliberou pela aprovação de um projeto que cria o Dia Nacional do Hip-Hop e institui a Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop (5.660/2023).
A data será comemorada anualmente em 11 de agosto, que representa o marco inicial do hip-hop em escala global. Na semana que engloba o dia 11, será realizada a Semana de Valorização da Cultura Hip-Hop.
Originário da Presidência da República, o texto obteve parecer favorável da presidente do colegiado, senadora Teresa Leitão (PT-PE). A proposta segue para apreciação no Plenário e, caso aprovada, seguirá para sanção presidencial.
Na justificativa, o Ministério da Cultura argumentou que, além de expressão cultural, o hip hop tem dimensões sociais e econômicas importantes. Socialmente, a prática atinge "diametralmente as classes mais vulneráveis estabelecidas nas periferias das grandes cidades, proporcionando uma oportunidade de inserção em grupos socioculturais".
Economicamente, como reiterou o projeto, o movimento gera renda com shows, batalhas, eventos, venda de produtos, roupas, grafites, serviços de som e produção audiovisual, um ecossistema que, quando apoiado por políticas públicas, pode se fortalecer como fonte de trabalho e renda para juventudes periféricas.
Segundo a pasta, a criação da data facilitará o acesso a recursos das esferas federal, estadual, municipal e do Distrito Federal, permitindo que grupos e artistas "difundam sua arte em favorecimento da população".
Aprovação
Em seu parecer, Teresa Leitão esclareceu que a iniciativa busca conferir visibilidade institucional a essa manifestação cultural, o que expande as possibilidades para sua disseminação e para o diálogo com políticas públicas nas áreas de cultura, educação e juventude.
A senadora destacou a forte presença do hip-hop nas periferias brasileiras e seu papel crucial na construção de pertencimento, sociabilidade e oportunidades para jovens historicamente marginalizados.
"A cultura hip-hop é um território de pertencimento, resistência e construção coletiva de futuro. Ela rompe silêncios históricos ao transformar música, dança, poesia e arte urbana em instrumentos de denúncia, afirmação identitária e mobilização social."