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CPI do Crime Organizado recorre ao STF para obrigar Vorcaro a depor

Comissão tenta reverter decisão de André Mendonça que desobrigou dono do Banco Master de comparecer ao Senado. Presidente da CPI, Fabiano Contarato diz que colegiado tem autonomia para convocar testemunhas.

10/3/2026
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A CPI do Crime Organizado recorreu ao STF para tentar restabelecer a obrigatoriedade do depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, à comissão. O recurso foi protocolado nesta segunda-feira (9), após decisão do ministro André Mendonça que liberou o empresário de comparecer ao colegiado.

Com a decisão, Vorcaro passou a ter o direito de escolher se atende ou não à convocação dos senadores.

Fabiano Contarato destaca que CPI tem prerrogativa de fazer convocações.Geraldo Magela/Agência Senado

Presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES) argumenta que a comissão tem prerrogativa constitucional para convocar testemunhas e investigar suspeitas de ligação entre operações financeiras e o crime organizado. Segundo o senador, a convocação de Vorcaro foi aprovada pelo colegiado e não poderia ser esvaziada por decisão que, na prática, transforma o comparecimento em opção pessoal.

Contarato também afirma que a CPI atua com independência em relação a apurações conduzidas pela Polícia Federal, pelo Ministério Público e por outros órgãos de controle. Na avaliação dele, essa autonomia garante à comissão o direito de definir Vorcaro como testemunha e de exigir sua presença.

"A CPI tem autonomia em relação às investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e de outros órgãos e entende que Daniel Vorcaro é testemunha. Quem diz isso é o requerimento aprovado com base no princípio da colegialidade. É um ato que precisa ser respeitado, na nossa concepção, pelos outros poderes, especialmente pelo Poder Judiciário", afirmou.

O senador disse ainda que a comissão manterá a ofensiva para ouvir o empresário e dar sequência às investigações. "A CPI do Crime Organizado seguirá firme no cumprimento de sua missão constitucional de investigar e esclarecer os fatos. A sociedade brasileira merece transparência e respostas", declarou.

O dono do Banco Master está preso na Penitenciária Federal de Brasília desde a última sexta-feira (6), depois de ser detido pela Polícia Federal, no dia 4, no âmbito da Operação Compliance Zero.

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