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Bolsonaro tem piora na função renal e segue na UTI em Brasília

Defesa já teve pedidos de prisão domiciliar negados pelo STF, apesar dos recorrentes problemas de saúde do ex-presidente.

14/3/2026
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue internado em estado considerado estável, mas apresentou piora em indicadores de função renal e aumento de marcadores inflamatórios, de acordo com boletim médico divulgado neste sábado (14).

Bolsonaro está hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana. A equipe médica informou que ele continua recebendo cuidados intensivos.

"Mantém o tratamento com antibióticos e hidratação por via endovenosa, fisioterapia respiratória e motora, além das medidas de prevenção de trombose venosa. Não há previsão de alta da UTI neste momento", registrou o boletim.

xGabriela Biló/Folhapress

Na noite de sexta-feira (13), os médicos já haviam informado que o quadro clínico era estável depois de o ex-presidente apresentar sintomas como febre, náuseas e calafrios, o que levou à internação pela manhã. Segundo a equipe responsável pelo atendimento, Bolsonaro permanece consciente e não precisou ser submetido à intubação. O cardiologista Leandro Echenique afirmou que houve melhora inicial após o início do tratamento.

"Agora ele está consciente, está conseguindo falar melhor. O desconforto respiratório foi amenizado. Então, nessas primeiras oito horas de tratamemento ele estabilizou. Está melhor, mas longe de estar em um quadro controlado."

Antes de ser levado ao hospital, Bolsonaro estava detido desde janeiro em uma sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha", onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele foi transferido para atendimento médico após agravamento do quadro. De acordo com registro da Polícia Militar, o ex-presidente estava bem na noite de quinta-feira (11), mas passou a se sentir mal durante a madrugada.

A saúde de Bolsonaro

Problemas de saúde já haviam motivado outros atendimentos médicos desde o início da prisão. Em setembro do ano passado, quando ainda estava em regime domiciliar, Bolsonaro apresentou vômitos, tontura e queda de pressão. Já em janeiro deste ano, enquanto estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal, precisou ser hospitalizado após passar mal e bater a cabeça em um móvel da cela.

Naquele mesmo mês, ele foi transferido para a unidade da Polícia Militar em Brasília por solicitação de sua defesa. O local dispõe de acompanhamento médico permanente, além de estrutura com fisioterapia, adaptações na cama e apoio para mobilidade.

Apesar dos problemas de saúde alegados pela defesa, pedidos de conversão da pena para prisão domiciliar foram negados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma junta médica da Polícia Federal concluiu que, embora necessite de cuidados, o ex-presidente possui condições clínicas para permanecer na unidade prisional.

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