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Segundo Guilherme Boulos (PSOL), para as eleições deste ano, é necessário romper o "preconceito mútuo" entre a esquerda e os evangélicos. Foto: Filipe Araújo/ Fotos Publicas [/fotografo]
Pré-candidato à Câmara dos Deputados e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, do Psol, defendeu a reaproximação do eleitorado evangélico à esquerda. Segundo ele, para as eleições deste ano, é necessário romper o "preconceito mútuo".
"É preciso acabar com esse preconceito mútuo entre evangélicos e esquerda. Houve, de fato, uma quebra de pontes, mas essas pontes precisam ser reconstruídas", afirmou ao Congresso em Foco.
Veja:
Na última pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto DataFolha, no primeiro turno, entre os entrevistados que se dizem evangélicos, 39% declararam intenção de voto em Bolsonaro e 36%, em Lula. De acordo com a pesquisa, os evangélicos compõem 27% do eleitorado religioso brasileiro.
"Quando alguém vai num posto de saúde buscar atendimento, quando uma vai buscar vaga na creche pro seu filho, ninguém pergunta se ela é evangélica, se ela é católica, se ela é umbandista. As pessoas sofrem os mesmos problemas. O objetivo da política e de uma eleição presidencial é tratar de solução para esse problemas. Os evangélicos estão nas periferias e sofrem também com desemprego, fome, inflação, e toda essa tragédia do governo Bolsonaro", avaliou Boulos.
No último sábado, Guilherme Boulos se lançou pré-candidato a deputado federal por São Paulo. Antes, o coordenador nacional do MTST seria candidato ao governo de São Paulo, mas desistiu da disputa por conta da aliança nacional do seu partido com o PT, que lançará Fernando Haddad.
Em acordo com a sigla petista, os partidos também negociaram que o PT apoie a candidatura de Boulos à Prefeitura de São Paulo em 2024, o que já foi confirmado pelo ex-presidente Lula.
Filiado ao Psol, Boulos será presidente da federação entre seu partido e a Rede Sustentabilidade para as eleições de outubro. Uma vez federados, os partidos devem permanecer unidos por pelo menos quatro anos. A federação Rede-Psol também tende a apoiar a candidatura do ex-presidente.
Os partidos também devem se unir ao PT e declarar apoio ao nome de Lula à presidência.