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Flávio diz que projeto contra misoginia é "armadilha do PT" contra ele

Pré-candidato ao Planalto votou a favor da proposta, mas disse que texto é subjetivo e pode ameaçar a liberdade de expressão.

30/3/2026
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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que o projeto que inclui a misoginia na Lei de Racismo foi utilizado politicamente contra ele. A declaração foi feita após a aprovação do texto no Senado, onde o parlamentar votou favoravelmente à proposta.

Segundo o senador, a votação teria sido uma estratégia para prejudicar sua imagem junto ao eleitorado feminino em ano eleitoral. Ele classificou o episódio como "uma grande armadilha do PT", apesar de ter apoiado o projeto.

Ao comentar o tema, Flávio também demonstrou preocupação com possíveis impactos da medida sobre a liberdade de expressão, especialmente no ambiente digital. Para ele, o texto possui caráter "subjetivo", o que poderia abrir margem para interpretações que afetem opiniões nas redes sociais.

O senador afirmou que o cenário político influenciou sua decisão e voltou a sustentar que a proposta foi usada contra ele.

"Todo mundo sabe que estamos em ano eleitoral e que essa era uma grande armadilha do PT para mim. Qual a dificuldade de entender isso? Você acha que eu ou quem é de direita vai ser a favor de algum projeto que dê instrumentos para o governo censurar a liberdade de expressão, a liberdade de opinião nas redes sociais? É claro que não, mas tava um circo todo armado."

O projeto de lei 896/2023, relatado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), equipara a misoginia a crimes de racismo, prevendo punições mais rigorosas.

Caso seja aprovada definitivamente e sancionada, a legislação passará a tipificar condutas de discriminação contra mulheres, com penas que incluem reclusão e multa.

Leia a íntegra da proposta.

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