A apresentadora Maria Paula Fidalgo criticou o que chamou de "coliseu digital" e disse ver um futuro próximo em que a tecnologia deixe de explorar fragilidades humanas para servir à vida, ao cuidado e à cooperação. A declaração foi dada na segunda-feira (6) durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado com o tema "Por que não à guerra e sim à paz?".
Maria Paula alertou que as guerras no Oriente Médio se transformaram em objeto de aposta on-line e contrapôs essa lógica a uma visão de mundo sem medo, sem fronteiras rígidas e com relações mais saudáveis.
Durante sua fala, a apresentadora classificou como "inacreditável" e "absurdo" que pessoas estejam apostando em execuções e em qual liderança seria morta primeiro em meio a uma guerra. Para ela, esse ambiente transformou o conflito em espetáculo digital.
"O que está acontecendo hoje é inacreditável. As pessoas estão fazendo apostas, bet, em execuções nessa guerra, apostando em quem, em qual liderança vai ser executada primeiro. É uma coisa absurda. É um coliseu digital."
Apesar das críticas, Maria Paula defendeu um mundo em que a paz deixaria de ser apenas uma meta para se tornar consequência natural de uma nova forma de convivência. A apresentadora descreveu o cenário como algo que considera possível de alcançar em curto prazo.
"É um desdobramento natural da forma como vivemos. Um mundo em que o cuidado deixou de ser um gesto extraordinário e passou a ser a base de todas as relações entre todas as pessoas", contou. Maria Paula acompanhava o advogado, ex-senador e presidente honorário da União Planetária, Ulisses Riedel, um dos convidados pela Comissão para a audiência pública.
O debate atendeu ao requerimento do senador Paulo Paim (PT-RS), relacionado ao projeto de resolução do senador Flávio Arns (PSB-PR) que estrutura a Frente Parlamentar pela Paz Mundial, criada em março pelo Senado.