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Alckmin troca ministro do Empreendedorismo; pasta segue com PSB

Paulo Henrique Rodrigues Pereira assume a pasta no lugar de Tadeu Alencar. Mudança foi formalizada por Geraldo Alckmin durante o exercício interino da Presidência.

21/4/2026
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O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), exonerou Tadeu Alencar do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e nomeou para a vaga Paulo Henrique Rodrigues Pereira. A troca foi formalizada na segunda-feira (20), enquanto Alckmin ocupava interinamente a Presidência da República durante a viagem de Lula à Europa. A mudança atende a um remanejamento solicitado pelo PSB.

Paulo Henrique e Geraldo Alckmin.Ascom/VPR

Paulo Henrique chega ao primeiro escalão com perfil predominantemente técnico. Professor do Departamento de Direito do Estado da USP, é doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito e mestre em Direito pela mesma universidade. No governo federal, passou pela assessoria especial do ministro Ricardo Lewandowski no Ministério da Justiça, comandou a Secretaria Nacional do Consumidor e também atuou no Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável da Presidência.

A nomeação, porém, também se insere no arranjo político do PSB. Filiado ao partido, Paulo Henrique foi alçado ao cargo com apoio de lideranças da legenda, entre elas o prefeito do Recife, João Campos, e o ministro Márcio França. Com isso, a pasta segue sob influência do PSB, embora agora nas mãos de um nome com trajetória mais ligada à área jurídica e à formulação institucional.

A saída de Tadeu Alencar, ex-deputado do PSB de Pernambuco, ocorre poucas semanas depois de sua efetivação como ministro. Antes, ele ocupava a secretaria-executiva da pasta. Agora, Alencar deve assumir uma assessoria especial na Vice-Presidência e, na sequência, retornar à Câmara dos Deputados, em maio, como suplente, dentro de uma articulação partidária em Pernambuco.

A pasta era ocupada até o início do mês por Márcio França (PSB), que deixou o cargo para poder concorrer nas eleições de outubro. Ele deve concorrer ao Senado por São Paulo.

A mudança preserva o espaço do PSB na Esplanada, mas altera o perfil do comando do ministério: sai um quadro político com atuação parlamentar e entra um nome de perfil técnico, com trânsito no Planalto e no Ministério da Justiça.

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