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Juiz atende à PF e determina prisão preventiva a MCs e dono da Choquei

Medida ocorre horas depois de decisão do STJ conceder habeas corpus aos investigados e atende à Polícia Federal, que solicitou a prisão.

23/4/2026
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Horas após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus a um dos presos da Operação Narco Fluxo, o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, decretou a prisão preventiva dos 33 acusados, o que incluios cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, apontado como dono da página Choquei.

A determinação desta quinta-feira (23) atende a pedido da Polícia Federal para, segundo a corporação, garantir a ordem pública e evitar interferências nas investigações. A PF apontou, na representação, o risco da continuidade das práticas criminosas e reiterou a gravidade concreta dos fatos investigados.

Na manhã desta quinta, o ministro Messod Azulay Neto determinou a soltura dos investigados mediante "flagrante ilegalidade" na prorrogação das prisões temporárias por período superior ao solicitado inicialmente pela própria Polícia Federal.

Enquanto a prisão temporária possui duração estabelecida, com tendência a levar à soltura entre cinco e 30 dias, a prisão preventiva é cumprida sem tempo determinado.

Decisão judicial atende a pedido da PF para manutenção da prisão.Vinicius Nunes/Agencia F8/Folhapress

Operação Narco Fluxo

Deflagrada em 15 de abril, a Operação Narco Fluxo mobilizou mais de 200 policiais federais e cumpriu dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes Estados.

De acordo com as investigações, o grupo utilizaria uma estrutura sofisticada para lavar dinheiro em larga escala, com o uso de empresas de fachada, "laranjas", rifas virtuais, apostas ilegais e movimentações financeiras complexas, inclusive com criptomoedas.

A Polícia Federal também aponta possíveis conexões com outras atividades criminosas, como o tráfico internacional de drogas, com atuação no Brasil e no exterior. As apurações indicam que valores ilícitos eram misturados a receitas aparentemente legais, dificultando o rastreamento da origem do dinheiro.

MC Ryan SP foi detido durante uma festa na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista, enquanto MC Poze do Rodo foi preso em sua residência, no Rio de Janeiro. Além dos artistas, influenciadores digitais e empresas ligadas ao grupo também foram alvo da operação.

A Justiça determinou o bloqueio de bens que podem chegar a bilhões de reais. Entre os itens apreendidos estão veículos de luxo e outros bens de alto valor que, segundo os investigadores, seriam utilizados para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita.

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