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PT questiona no STF extinção de coordenadoria de saúde em São Paulo

Partido afirma que medida da Prefeitura de São Paulo ameaça atendimento na região central e viola princípios do SUS.

8/5/2026
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O Partido dos Trabalhadores (PT) acionou no Supremo Tribunal Federal (STF) a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1321, em que questiona o Decreto Municipal 64.999/2026, da Prefeitura de São Paulo, que extinguiu a Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Centro e incorporou sua estrutura à CRS Norte. A ação foi distribuída ao ministro Alexandre de Moraes.

Na petição, o partido afirma que a CRS Centro é uma das estruturas mais complexas da rede pública de saúde paulistana e responde pela gestão de 49 equipamentos de saúde na região central da capital.

Segundo o PT, a área apresenta características sociais e epidemiológicas específicas, como alta circulação de pessoas, concentração de população em situação de rua, presença de imigrantes e refugiados e atendimento a grupos vulneráveis.

Ação protocolada no STF questiona decreto da Prefeitura de São Paulo sobre reorganização da rede municipal de saúde.Gustavo Moreno/STF

Argumentos do partido

A legenda sustenta que a CRS Norte, que passaria a absorver a estrutura extinta, já administra 211 unidades de saúde e atende predominantemente bairros residenciais. Para o partido, a fusão ignora diferenças territoriais e sanitárias entre as duas regiões e pode comprometer a capacidade de gestão da rede pública de saúde no centro da cidade.

O PT argumenta que a medida representa um retrocesso na organização territorial do SUS e viola princípios constitucionais como o direito à saúde, a descentralização administrativa e a vedação ao retrocesso social.

A ação também aponta que a mudança foi implementada sem consulta prévia ao Conselho Municipal de Saúde ou aos conselhos gestores das unidades afetadas.

Segundo o partido, o decreto pode provocar descontinuidade de políticas públicas, aumento no tempo de espera por atendimentos e risco de diluição de recursos orçamentários originalmente destinados à região central.

O texto afirma ainda que não foram apresentados estudos técnicos públicos que comprovem ganhos de eficiência com a reorganização administrativa.

Na ação, o partido pede concessão de liminar para suspender imediatamente os efeitos do decreto municipal, preservar a atual estrutura administrativa da CRS Centro e impedir medidas decorrentes da reorganização até o julgamento definitivo da ADPF.

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