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PL pode romper aliança com Novo após Zema atacar Flávio, diz Zanatta

Deputada chamou manifestação do ex-governador de "precipitada e rasteira".

14/5/2026
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O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), estuda a possibilidade de romper alianças com o partido Novo, do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, que chegou a ser cotado como possível vice de Flávio. A análise foi anunciada pela deputada Júlia Zanatta (PL-SC) em suas redes sociais nesta quinta-feira (14).

Com alianças no Congresso e em Estados do Brasil para as eleições de 2026, a crise entre as siglas ocorre após declaração de Zema sobre a divulgação de áudios e mensagens em que o senador cobra dinheiro do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nas redes sociais, o ex-governador afirmou que a ligação é "um tapa na cara dos brasileiros de bem".

A crítica causou reação imediata entre aliados de Flávio e membros da família Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro acusou Zema de agir de forma "baixa" e "vil". Carlos Bolsonaro também atacou o ex-governador, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN) o chamou de oportunista.

Segundo Zanatta, a manifestação "precipitada e rasteira" de Zema criou um "clima" dentro do partido para suspender alianças. O episódio expôs a disputa pela liderança da direita para a próxima eleição presidencial e também pode trazer consequências a diretórios estaduais que investiam em chapas conjuntas.

Zanatta manifesta interesse do PL em romper com Novo.Reprodução/X

Áudios vazados

Na quarta-feira (13), as suspeitas de ligação entre Flávio e Vorcaro ganharam força após o Intercept Brasil divulgar áudios em que o senador pede R$ 61 milhões ao banqueiro para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro e volta a cobrar novos repasses em outra conversa. O pré-candidato à Presidência teria relatado dificuldades para pagar atores e outros profissionais envolvidos na produção.

Inicialmente, Flávio negou ter mantido contato com Vorcaro. Depois, recuou e afirmou, em nota, que a conversa ocorreu em contexto lícito, antes de virem à tona as suspeitas de fraude financeira. Segundo ele, o áudio foi enviado em um momento em que Vorcaro havia interrompido o pagamento das parcelas acertadas para o patrocínio.

O senador sustenta que não houve uso de dinheiro público. "No nosso caso, o que aconteceu foi um filho procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de Lei Rouanet", afirmou.

A declaração, no entanto, entra em contradição com informações divulgadas pelo produtor-executivo da obra, o deputado Mario Frias (PL-SP), que nega qualquer financiamento vindo de Vorcaro.

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