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Violência
13/5/2026 15:25
A segurança pública foi relegada a segundo plano após a redemocratização do país. A criminalidade cresce de forma alarmante e não pode ser ignorada pelas autoridades. O problema não se limita ao meio social, fruto da ausência de políticas públicas responsáveis, mas também ao meio político. No Rio de Janeiro, há exemplos de políticos condenados por diversos crimes, evidenciando a infiltração da corrupção e da criminalidade na própria esfera de poder.
Desde a redemocratização, governos negligenciaram a segurança pública, priorizando interesses particulares, reeleições e loteamento de cargos. O Brasil está há décadas sob forte influência de organizações criminosas, infiltradas na política, em administrações e até no comando de cidades. Medidas efetivas para desarticulá-las não foram adotadas.
O Partido dos Trabalhadores, que até maio de 2026 soma cerca de 17 anos no poder, pouco avançou na área. A segurança nunca figurou como prioridade em suas plataformas de governo. O resultado é a insegurança generalizada, que hoje figura entre os principais problemas nacionais, afetando o direito de ir e vir e prejudicando cidadãos e empresas. Enquanto a população vive com medo, presidentes e ex-presidentes contam com proteção vitalícia paga pelos contribuintes.
Casos que ilustram o absurdo da situação: a fuga cinematográfica em presídio de segurança máxima no Rio Grande do Norte, tratada pelo então ministro Ricardo Lewandowski como "tudo sob controle"; ou o recente episódio em que um membro do Comando Vermelho monitorava, do Complexo do Alemão, a cidade de Cabedelo, na Paraíba. O Rio de Janeiro segue palco diário de tiroteios, tratados de forma "técnica" em vez de cirúrgica, favorecendo mais os "direitos humanos" dos criminosos do que a proteção da população honesta.
A questão é clara: governos têm medo dos bandidos? Minha crítica apartidária é direcionada ao Partido dos Trabalhadores, que falhou em assumir a responsabilidade de moralizar e estruturar a segurança pública brasileira. Somente em abril de 2025 o governo apresentou a PEC da Segurança, aprovada pela Câmara em março de 2026, mas ainda parada no Senado. A proposta não detalha operações específicas contra facções como o Comando Vermelho ou o PCC, nem descreve um plano imediato de ação. Trata-se de uma medida pró-forma, sem efeito prático no combate à criminalidade.
Enquanto isso, seguimos reféns da bandidagem espalhada pelo país. Sem coragem política e sem prioridade real, a segurança pública continuará abandonada — e o Brasil, entregue ao medo.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Congresso em Foco. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected].
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