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Ao vivo: Galípolo fala ao Senado sobre liquidação do Banco Master

Comissão discute política monetária e atuação do BC após intervenção no Banco Master.

19/5/2026
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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado recebe neste momento o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para audiência pública sobre os rumos da política monetária brasileira. A sessão deve ser marcada por questionamentos de senadores sobre juros, inflação, crédito e os desdobramentos da liquidação extrajudicial do Banco Master.

A participação de Galípolo ocorre em meio à pressão de parlamentares por explicações sobre decisões recentes do Banco Central e sobre os efeitos da taxa básica de juros na economia. Integrantes da comissão também devem cobrar posicionamentos sobre crescimento econômico, controle inflacionário e acesso ao crédito.

Banco Master domina debate

Na abertura da audiência, o presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que a presença de Galípolo ocorre em meio à "escalada sem fim" do que classificou como "o maior escândalo financeiro do país". O senador citou prejuízos bilionários, investigações policiais, prisões e suspeitas de irregularidades envolvendo autoridades, fundos de pensão e instituições financeiras.

Renan também criticou o que chamou de "cegueira fiscalizatória deliberada" e defendeu mudanças na legislação sobre crimes contra o sistema financeiro. Segundo ele, a comissão deve votar requerimentos de convocação e pedidos de informação relacionados ao caso Master.

O senador voltou a cobrar acesso da CAE a documentos das investigações conduzidas pelo Banco Central, Polícia Federal, STF, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União e CGU. Para Renan, a comissão é atualmente "a única instância do Legislativo" a acompanhar o caso de forma permanente.

Renan ainda mencionou o controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e afirmou que a delação do empresário "não acrescenta absolutamente nada" ao que já teria sido apurado pela Polícia Federal. Segundo o senador, a investigação sobre o caso "está apenas começando".

Galípolo minimiza risco sistêmico

Ao responder aos senadores na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que o Banco Master não representa risco sistêmico para o sistema financeiro brasileiro. Segundo ele, a principal preocupação em torno do caso está relacionada ao uso dos recursos captados pela instituição, e não ao tamanho do banco.

Galípolo classificou o Master como uma instituição de pequeno porte dentro do sistema financeiro nacional, com participação reduzida no mercado. Para o presidente do BC, o debate em torno do banco está concentrado nas operações realizadas com os valores obtidos junto aos investidores.

O presidente do Banco Central também afirmou que a autoridade monetária vem endurecendo regras para instituições financeiras, especialmente em relação ao uso de recursos garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com aumento de exigências de liquidez e restrições para determinados tipos de operação.

Juros e inflação

Além do caso Banco Master, senadores devem discutir a condução da taxa Selic e os impactos da política monetária sobre consumo, investimentos e geração de empregos. Parlamentares da base do governo e da oposição têm defendido posições divergentes sobre o ritmo de redução dos juros.

A audiência faz parte do calendário periódico de prestação de contas do Banco Central ao Senado previsto na legislação que garante autonomia à instituição.

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