O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, publicou um vídeo nas redes sociais para responder às críticas feitas pelo apresentador Luciano Huck ao Bolsa Família.
A manifestação ocorreu após Huck citar o município de Senhor do Bonfim, na Bahia, durante debate sobre programas sociais e mercado de trabalho.
Em resposta, Wellington Dias afirmou que a economia local é movimentada principalmente pelo comércio, serviços, indústria e agropecuária, e criticou a disseminação de informações incorretas sobre o programa e afirmou que parte das críticas feitas ao programa reproduz estigmas contra a população mais pobre.
"É preciso a gente ter muito cuidado, senão vira preconceito e não é bom"
Ao comentar a repercussão das falas de Huck, Wellington Dias afirmou que "falta de informação também é uma arma perigosa".
"Programa de transformação da família"
Ao longo do vídeo, o ministro defendeu o Bolsa Família como uma política de inclusão social e econômica, associada a ações de educação, saúde e incentivo ao trabalho.
"Bolsa Família não é só transferência de renda. É um programa de transformação da família", declarou.
Segundo Wellington Dias, cerca de 7 milhões de famílias recebem o benefício ao mesmo tempo em que possuem renda proveniente de emprego formal ou pequenos negócios. O ministro também afirmou que o programa funciona como rede de proteção para famílias que conseguem melhorar a renda, mas podem voltar a enfrentar dificuldades econômicas.
Ele ainda relacionou o Bolsa Família a iniciativas como o Pé-de-Meia, o Pronatec e programas de qualificação profissional voltados a beneficiários do Cadastro Único.
Ministério cita dados e estudos sobre impacto social
Após a repercussão da fala do apresentador, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social publicou uma nota em defesa do Bolsa Família. No texto, a pasta afirma que o programa "abre portas para as pessoas crescerem" e cita dados oficiais e estudos nacionais e internacionais sobre os impactos da política social.
Segundo o ministério, pessoas inscritas no Cadastro Único ocuparam 81,2% das vagas de emprego geradas no primeiro bimestre deste ano, de acordo com números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A nota também menciona estudo do National Bureau of Economic Research (NBER), dos Estados Unidos, segundo o qual a expansão do Bolsa Família contribuiu para aumentar a ocupação, reduzir internações hospitalares e evitar mortes entre famílias em situação de extrema pobreza.