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Cláudio Castro nega relação indevida com Vorcaro após operação da PF

Ex-governador do Rio de Janeiro afirma que contatos com o banqueiro Daniel Vorcaro ocorreram apenas em agendas oficiais e nega recebimento de benefícios pessoais.

27/5/2026
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O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) negou nesta quarta-feira (27) qualquer "relação pessoal indevida" com o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, alvo de investigações da Polícia Federal. A manifestação foi divulgada após Castro ser atingido pela nova fase da Operação Compliance Zero.

A PF apura suspeitas de irregularidades envolvendo investimentos do Rioprevidência no Banco Master. Os investigadores analisam se houve favorecimento político e relação próxima entre integrantes do governo fluminense e o banqueiro.

Em nota, defesa do ex-governador Cláudio Castro rebate as suspeitas da PF que levaram à realizaçáo de buscas em sua residência.Renan Areias/Folhapress

Defesa nega favorecimento ao Master

Em nota, a defesa de Cláudio Castro afirmou que os contatos entre ele e Vorcaro ocorreram apenas em agendas "oficiais, institucionais" e em encontros sociais ligados ao exercício da função pública.

"A defesa nega de forma categórica qualquer relação pessoal indevida entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro", diz o texto.

Os advogados também negaram que viagens, passagens ou despesas pessoais do ex-governador tenham sido pagas pelo banqueiro, diferentemente do que apontaram os investigadores.

Nos despacho que autorizou a realização de buscas na residência do ex-governador, o ministro do STF André Mendonça cita o argumento da PF de que há fortes indícios de que a relação entre Castro e Vorcaro tenha ultrapassado o conatato institucional.

O ministro cita, inclusive, encontro deles no exterior, bancados pelo dono do Master. A fase da operação realizada nessa terça-feira (26) apura o aporte de R$ 3 bi do fundo dos servidores na instituição financeira liquidada em novembro pelo Banco Central.

PF apura relação entre governo e banco

As investigações envolvem aplicações financeiras feitas pelo Rioprevidência, fundo responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de servidores do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a defesa, todos os investimentos seguiram critérios técnicos e regras do Conselho Monetário Nacional.

Castro diz que Rioprevidência seguiu critérios técnicos

A nota afirma ainda que Cláudio Castro "jamais integrou qualquer comitê de investimentos do Rioprevidência" e não participava das decisões técnicas relacionadas à carteira da autarquia.

Os advogados também disseram que, após surgirem questionamentos sobre operações envolvendo o Banco Master, o então governador determinou medidas de apuração interna, incluindo o afastamento da presidência do Rioprevidência e abertura de procedimento pela Controladoria-Geral do Estado.

Leia a íntegra da nota de Cláudio Castro:

"A defesa do ex-governador Cláudio Castro informa que ainda não teve acesso aos autos do processo na íntegra e, portanto, não pode comentar detalhes de elementos que desconhece na totalidade.

A defesa nega de forma categórica qualquer relação pessoal indevida entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro. Os contatos entre ambos aconteceram em agendas oficiais, institucionais e também em encontros sociais e de networking, comuns ao exercício da função pública e à relação com representantes do setor empresarial, sem qualquer tratativa ilícita, favorecimento ou recebimento de benefício pessoal.

A defesa esclarece ainda que Cláudio Castro não conhece o citado Ricardo, apontado como suposto intermediário ou elo entre ele e Daniel Vorcaro.

Também não procede a informação de que viagens, passagens ou despesas pessoais de Cláudio Castro tenham sido custeadas por Daniel Vorcaro, assim como não houve qualquer tipo de benefício pessoal recebido pelo ex-governador.

Todos os investimentos realizados pelo Rioprevidência seguiram fluxos técnicos, jurídicos e administrativos próprios da autarquia, dentro dos limites aprovados pelo Conselho de Administração e em conformidade com as regras previstas na Resolução CMN 4.963 de 2021, em operações conduzidas com instituição autorizada e supervisionada pelo Banco Central.

Cláudio Castro jamais integrou qualquer comitê de investimentos do Rioprevidência, não participava das decisões técnicas da carteira da autarquia e nunca exerceu função operacional relacionada aos investimentos realizados pelo instituto, o que demonstra a autonomia técnica dos executivos e órgãos internos responsáveis pelas análises e deliberações.

Assim que surgiram questionamentos sobre operações envolvendo o Banco Master, o próprio ex-governador determinou a adoção imediata de medidas de apuração e controle, incluindo o afastamento da presidência do Rioprevidência e a instauração de procedimento interno pela Controladoria Geral do Estado.

A defesa reafirma sua confiança no completo esclarecimento dos fatos e no trabalho das instituições."

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