O mercado financeiro elevou a projeção da inflação deste ano para 5,09%, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central. O índice permanece acima do teto da meta de inflação e marca a 12ª semana consecutiva de aumento nas estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Na semana passada, os analistas previam inflação de 5,04% para o próximo ano. Há quatro semanas, a estimativa era de 4,89%, o que mostra a deterioração gradual das expectativas ao longo do último mês. A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, chegando ao teto de 4,5%.
As projeções para os anos seguintes sofreram alterações mais discretas. Para 2027, a expectativa passou de 4,01% para 4,02%. Em 2028, foi elevada de 3,65% para 3,66%. Já para 2029, permaneceu em 3,50%.
Juros elevados
O mercado manteve a expectativa de que a taxa Selic encerrará 2026 em 13,25% ao ano. A projeção para 2027 também permaneceu estável em 11,25%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 seguem em 10% ao ano.
A taxa Selic atual está em 14,5% ao ano. O indicador é estabelecido pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central, e define o teto de cobrança da taxa de juros no país.
PIB com leve melhora
As previsões para o crescimento econômico tiveram pequena revisão. O mercado passou a estimar expansão de 1,90% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, ante 1,89% na semana anterior.
Para 2027, a expectativa permaneceu em 1,70%. Já para 2028 e 2029, os analistas continuam prevendo crescimento de 2% ao ano.
Recuo do Dólar
No mercado de câmbio, a expectativa para o dólar ao fim de 2026 caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16. Para 2027, a projeção recuou de R$ 5,26 para R$ 5,25.
As estimativas para 2028 e 2029 permaneceram em R$ 5,30 e R$ 5,40, respectivamente.
Inflação imobiliária
Outro indicador com previsão de alta foi o IGP-M, utilizado para identificar a inflação sobre o setor imobiliário. A projeção para 2026 subiu de 5,91% para 6%, registrando a 13ª semana consecutiva de alta.
Para 2027, a estimativa permaneceu em 4%. Em 2028 e 2029, as previsões ficaram em 3,82% e 3,70%, respectivamente.