O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (8) que o governo federal trabalhará para reverter a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco. A declaração foi dada durante a abertura da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA).
"O governo vai se empenhar nesse trabalho. Houve uma retirada da lista do Brasil. Nós queremos que nos recoloque na lista, incluindo todas as carnes. Então, o trabalho será feito para retirar esse embargo tanto do frango, quanto do porco, quanto dos bovinos."
Alckmin disse ainda que atua em conjunto com o Ministério da Agricultura para solucionar o impasse e restabelecer o acesso dos produtos brasileiros ao mercado europeu.
Na última sexta-feira (5), a Comissão Europeia formalizou a exclusão do Brasil da lista de países habilitados a exportar carne bovina, suína e de aves, além de peixes, mel e tripas para o bloco. Segundo o órgão, o governo brasileiro deixou de fornecer informações consideradas necessárias para comprovar o cumprimento das exigências europeias relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção pecuária.
Os antimicrobianos são utilizados para prevenir e combater a proliferação de microrganismos, como bactérias, fungos e vírus, além de serem empregados em algumas etapas da produção animal. A União Europeia, porém, adota regras mais rígidas para o uso dessas substâncias e avalia que os dados apresentados pelo Brasil são insuficientes para demonstrar conformidade com a legislação do bloco.
A medida passa a valer em 3 de setembro.
Febre aftosa
Apesar da decisão europeia, Alckmin procurou destacar avanços recentes obtidos pelo agronegócio brasileiro em outros mercados internacionais.
"A boa notícia foi a China ter reconhecido o Brasil como isento de febre aftosa sem vacinação, e a outra é que os Estados Unidos deixaram a carne totalmente fora de qualquer tarifa", declarou.
O reconhecimento da China amplia o acesso da carne brasileira a um dos principais mercados consumidores do mundo e é visto pelo governo como um sinal de confiança nos controles sanitários adotados pelo país.