O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República pelo PL, afirmou que tem preferência por uma mulher para ocupar a vice-presidência em sua chapa. Durante evento do Grupo Voto, em São Paulo, ele também indicou que gostaria de nomear uma mulher para comandar a área econômica em um eventual governo.
"O prazo é até 14 de agosto. O que posso falar é que o perfil é de alguém que complemente a nossa chapa, uma pessoa preparada e de bem, interessada, uma mulher", disse Flávio, ao ser questionado sobre a escolha do vice. Depois, ao responder sobre quem comandaria a economia, reforçou o aceno ao público feminino: "Eu gostaria que a senhora tivesse me perguntado quem vai ser o ministro da Economia".
Atualmente, o Brasil não tem Ministério da Economia, mas Ministério da Fazenda. A pasta da Economia foi criada em 2019, no governo Jair Bolsonaro, e desmembrada no governo Lula em Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento. A última mulher a comandar a Fazenda foi Zélia Cardoso de Mello, no início do governo Fernando Collor, entre março de 1990 e maio de 1991.
"Outra geração"
Durante o evento "Brasil de Ideias Mulher - Especial Eleição", Flávio fez uma defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e disse que o pai foi alvo de uma narrativa injusta em relação às mulheres. Ao ser confrontado por uma participante, que afirmou que o governo Bolsonaro não soube se comunicar com o público feminino, o senador concordou e disse que a dificuldade de comunicação foi mais ampla. "Meu pai é de uma outra geração, é mais rústico", afirmou.
Na área econômica, Flávio evitou antecipar nomes ou perfis para um eventual comando da Fazenda. Ele lembrou que Jair Bolsonaro, na campanha de 2018, antecipou a escolha de Paulo Guedes para reduzir incertezas sobre a condução da economia. O pré-candidato também defendeu privatizações de estatais que, segundo ele, não conseguem se sustentar por conta própria, citando os Correios como exemplo.
Flávio negou, porém, que pretenda privatizar o Sistema Único de Saúde. Segundo ele, a afirmação de que planeja repassar o SUS à iniciativa privada é uma "falsa narrativa". "Não pretendemos privatizar o SUS. O sistema tem uma grande capilaridade e é copiado por vários países", disse.