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Culinária mineira pode se tornar manifestação da cultura nacional

Iniciativa destaca a importância cultural de receitas, doces artesanais e saberes culinários transmitidos entre gerações.

20/6/2026
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A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que reconhece a culinária tradicional mineira, incluindo seus doces típicos e os modos tradicionais de produção de biscoitos caseiros, como manifestação da cultura nacional.

A proposta é de autoria do deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG).

O texto prevê o reconhecimento da gastronomia mineira como uma expressão cultural representativa da identidade brasileira.

Segundo o autor, a culinária do estado reúne saberes e tradições transmitidos ao longo de gerações e preservados por famílias, comunidades e empreendimentos gastronômicos.

A proposta destaca que a culinária mineira vai além das receitas e está associada a modos de fazer e de viver que fazem parte da história cultural de Minas Gerais.

Entre os exemplos citados estão pratos como feijão tropeiro, frango com quiabo, tutu de feijão, leitão à pururuca, torresmo e preparações à base de ora-pro-nóbis.

Segundo o autor, a gastronomia mineira representa parte da memória e da identidade cultural do Brasil.Arte Congresso em Foco

Tradição passada entre gerações

Na justificativa, Gilberto Abramo argumenta que a culinária mineira reúne conhecimentos, práticas e tradições transmitidos ao longo de gerações e preservados no cotidiano de famílias, comunidades e empreendimentos gastronômicos de Minas Gerais.

Segundo o parlamentar, trata-se de uma das manifestações culturais brasileiras mais conhecidas dentro e fora do país.

Entre os pratos citados no projeto estão o feijão tropeiro, o frango com quiabo, o tutu de feijão, o leitão à pururuca, o torresmo e receitas preparadas com ora-pro-nóbis.

Para o autor, esses alimentos representam modos de vida e de produção associados à história e à identidade cultural mineira.

A proposta também destaca a importância da tradicional doçaria do estado. Produtos como doce de leite, goiabada cascão, ambrosia e compotas artesanais são apontados como referências da gastronomia nacional e elementos que ajudam a preservar costumes e memórias locais.

Biscoitos artesanais entram no reconhecimento

Outro foco do projeto são os modos tradicionais de produção de biscoitos caseiros mineiros, especialmente os fabricados artesanalmente.

O texto menciona variedades como biscoitos de polvilho e de nata, cujas receitas e técnicas de preparo costumam ser transmitidas no ambiente familiar e comunitário.

De acordo com o deputado, essas práticas preservam conhecimentos tradicionais relacionados ao uso de ingredientes, métodos de produção e formas de preparo que integram o patrimônio cultural de Minas Gerais.

Diferença para o reconhecimento pelo Iphan

Abramo ressalta que o projeto não busca transformar a culinária mineira em patrimônio cultural imaterial, procedimento que depende de processo próprio conduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O objetivo, segundo ele, é conceder um reconhecimento legislativo de caráter declaratório, seguindo exemplos de iniciativas já aprovadas pelo Congresso para outras expressões culturais regionais.

Se aprovado, o projeto passará a reconhecer oficialmente a culinária tradicional mineira, seus doces típicos e os modos artesanais de produção de biscoitos caseiros como parte da cultura nacional brasileira.

Veja a íntegra da proposta.

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