A Câmara dos Deputados analisa um projeto de lei que reconhece a culinária tradicional mineira, incluindo seus doces típicos e os modos tradicionais de produção de biscoitos caseiros, como manifestação da cultura nacional.
A proposta é de autoria do deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG).
O texto prevê o reconhecimento da gastronomia mineira como uma expressão cultural representativa da identidade brasileira.
Segundo o autor, a culinária do estado reúne saberes e tradições transmitidos ao longo de gerações e preservados por famílias, comunidades e empreendimentos gastronômicos.
A proposta destaca que a culinária mineira vai além das receitas e está associada a modos de fazer e de viver que fazem parte da história cultural de Minas Gerais.
Entre os exemplos citados estão pratos como feijão tropeiro, frango com quiabo, tutu de feijão, leitão à pururuca, torresmo e preparações à base de ora-pro-nóbis.
Tradição passada entre gerações
Na justificativa, Gilberto Abramo argumenta que a culinária mineira reúne conhecimentos, práticas e tradições transmitidos ao longo de gerações e preservados no cotidiano de famílias, comunidades e empreendimentos gastronômicos de Minas Gerais.
Segundo o parlamentar, trata-se de uma das manifestações culturais brasileiras mais conhecidas dentro e fora do país.
Entre os pratos citados no projeto estão o feijão tropeiro, o frango com quiabo, o tutu de feijão, o leitão à pururuca, o torresmo e receitas preparadas com ora-pro-nóbis.
Para o autor, esses alimentos representam modos de vida e de produção associados à história e à identidade cultural mineira.
A proposta também destaca a importância da tradicional doçaria do estado. Produtos como doce de leite, goiabada cascão, ambrosia e compotas artesanais são apontados como referências da gastronomia nacional e elementos que ajudam a preservar costumes e memórias locais.
Biscoitos artesanais entram no reconhecimento
Outro foco do projeto são os modos tradicionais de produção de biscoitos caseiros mineiros, especialmente os fabricados artesanalmente.
O texto menciona variedades como biscoitos de polvilho e de nata, cujas receitas e técnicas de preparo costumam ser transmitidas no ambiente familiar e comunitário.
De acordo com o deputado, essas práticas preservam conhecimentos tradicionais relacionados ao uso de ingredientes, métodos de produção e formas de preparo que integram o patrimônio cultural de Minas Gerais.
Diferença para o reconhecimento pelo Iphan
Abramo ressalta que o projeto não busca transformar a culinária mineira em patrimônio cultural imaterial, procedimento que depende de processo próprio conduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
O objetivo, segundo ele, é conceder um reconhecimento legislativo de caráter declaratório, seguindo exemplos de iniciativas já aprovadas pelo Congresso para outras expressões culturais regionais.
Se aprovado, o projeto passará a reconhecer oficialmente a culinária tradicional mineira, seus doces típicos e os modos artesanais de produção de biscoitos caseiros como parte da cultura nacional brasileira.