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Flávio critica busca por armas na casa de Bolsonaro: "reviraram tudo"

Pré-candidato à Presidência relatou que tiraram a filha mais nova de Bolsonaro do quarto para revistar.

8/7/2026
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O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quarta-feira (8) que a nova operação de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro foi uma "tentativa de criar uma cortina de fumaça" para dividir a atenção do noticiário.

Flávio questionou os motivos da nova ação e relacionou o episódio ao caso recente envolvendo uma arma registrada em nome do ex-presidente, apreendida durante uma abordagem policial. Segundo ele, já havia sido esclarecido que não houve irregularidade. "Chegou-se à conclusão de que o Bolsonaro não tinha feito absolutamente nada de errado", disse.

Flávio Bolsonaro também criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ao dizer que a nova busca teria sido motivada por desconfiança em relação às informações prestadas pela defesa. "O que acontece hoje? Ele faz uma busca e apreensão para saber se a defesa estava mentindo ou não", afirmou.

Para o senador, a medida demonstra ausência de "boa-fé" e desrespeito ao princípio da presunção de inocência. O parlamentar descreveu a ação como "constrangedora" para a família do ex-presidente, afirmando que houve uma busca detalhada na residência.

"Reviraram tudo, uma busca muito minuciosa", disse. Ele também mencionou que integrantes da família foram afetados durante a operação. "Tiveram que tirar a Laurinha do quarto dela para poder fazer a busca", relatou.

Apreensão

A diligência foi autorizada após inconsistências entre as informações apresentadas pela defesa de Jair Bolsonaro e pelo Exército sobre a localização das armas registradas em nome do ex-presidente.

Na sexta-feira (4), os advogados informaram ao STF que oito armas estavam sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília, e que outras duas já haviam sido apreendidas anteriormente pela Polícia Federal.

No entanto, em resposta ao Supremo, o Exército afirmou que apenas seis dessas armas haviam sido efetivamente entregues à Polícia Federal. A instituição também informou que uma pistola Glock de uso restrito foi apreendida pela Polícia Civil do Distrito Federal durante uma blitz, enquanto uma espingarda não estava sob sua guarda e permanecia sem localização esclarecida.

Diante da divergência, o ministro Alexandre de Moraes autorizou a realização de busca na residência de Bolsonaro para verificar a existência de armas, munições, acessórios ou documentos de registro ainda em sua posse.

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