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Ex-ministro de Lula, Camilo Santana assume liderança do PT no Senado

Vaga pertencia à senadora Teresa Leitão que se tornou líder do governo na Casa.

8/7/2026
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A bancada do PT no Senado anunciou nesta quarta-feira (8) a escolha do senador Camilo Santana (PT-CE) como novo líder do partido. A decisão, que vinha sendo discutida desde a semana passada, foi oficializada após reunião realizada na manhã de hoje.

Ex-ministro da Educação, Camilo assume a vaga deixada pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), que passou a ocupar a liderança do governo na Casa após a saída de Jaques Wagner (PT-BA). O cacique baiano deixou o cargo por um acordo com o presidente Lula.

Camilo Santana já ocupava a vice-liderança desde abril, quando retomou seu mandato no Senado. O parlamentar estava afastado para comando do Ministério da Educação desde 2023. À frente da pasta, Camilo buscou retomar programas educacionais, ampliar investimentos e enfrentar desafios acumulados nos anos anteriores.

Senador foi ministro da Educação do Lula 3.Ton Molina/Agência Senado

Ele retornou à Casa Legislativa quando chegou ao fim o prazo para descompatibilização de quem pretendia concorrer nas eleições deste ano, marcadas para em 4 de outubro.

No Senado, este é seu primeiro mandato, mas esse não foi o início de sua trajetória política. Camilo Santana foi eleito governador do Ceará em 2014 e reeleito em 2018, permanecendo no cargo até 2022. Antes de disputar cargos eletivos, foi secretário estadual, com destaque para a Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Ceará.

Dança das cadeiras

Teresa Leitão foi anunciada como líder do governo no último dia 25. A senadora se tornou a primeira mulher a ocupar a liderança do governo no Senado. Ela também é a primeira mulher a representar Pernambuco no Senado Federal.

Já Jaques Wagner renunciou ao cargo em meio ao desgaste provocado pela Operação Compliance Zero. A investigação apura suposto favorecimento ao Banco Master e levou ao cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa do parlamentar, em Brasília, por decisão do ministro André Mendonça, do STF.

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